quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Sem título



Eu vou. Até porque sou um bocado inconformada, sindicalista e gosto de acreditar que luto por uma vida mais justa e que isso trará um mundo mais justo.

Equidade. Liberdade.

Tenho-me esforçado por conhecer o sabor de ambas as palavras.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Um sol que nasce, cada dia que acordamos!


"Aproximação" da escrita

Sei exactamente onde quero estar dentro de um ano...
Estou nos preparativos!*
*Voltei de lá... De onde eu estive afastada.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida!
E não conto porquê... É segredo!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Posso morrer se não me amarem como mereço...
E já morri tantas vezes.

Eu e todos os outros que fazem parte de mim


domingo, 1 de julho de 2007

O que faz uma pessoa especial é o mesmo que faz todas as pessoas especiais, portanto em última análise somos todos iguais.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Gostaria de solicitar a vossa participação nesta entrevista semi-estruturada on line! Pode ser que me ajudem a perceber algumas coisas na sociedade em geral.
1. Sabem o que vos faz feliz?
2. Ganham dinheiro suficiente para aquilo que desejam?
3. Sentem que as expectativas que tinham para a vossa vida estão a concretizarem-se?
4. Sentem-se realizados na profissão que têm?
5. As vossas relações afectivas satisfazem-vos?
6. Conseguem escolher o que vos pode conduzir a uma sensação de concretização?
Obrigada pela participação!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Afastamento da escrita, porque....

... ando a pensar (além de dormir muito) em:


Onde é que eu quero estar dentro de um ano?
Como?
Com quem?
A fazer o quê?

terça-feira, 15 de maio de 2007

Dois podem ser apenas um


La Educación de las Hadas

de José Luis Cuerda.
Este é um daqueles filmes que apetece ter em casa para rever uma e outra vez, talvez. É um desafio à nossa imaginação. Um desafio à capacidade de acreditar no mundo dos sonhos e da magia. Um desafio para acreditar que todos temos dentro de nós a capacidade de mudar a vida dos outros. As fadas andam por aí, basta acreditar nisso.

Existem pessoas que evitam as situações de partilha de rotinas
e as situações casuais de dia-a-dia.
Pergunto porque o farão? Será que assim se mantêm mais protegidas da perda? Será que evitam que os outros sejam parte delas próprias? Será que não conseguem partilhar as suas vidas com outras pessoas específicas, mas apenas com a generalidade das pessoas?

Não consigo responder a nenhuma das questões e se me esforçasse ainda conseguiria outras tantas.
Sei apenas o que me dói a relação que tenho com uma pessoa assim.

domingo, 13 de maio de 2007

Hoje estava a pensar que Gostava de ter dinheiro para me tornar numa CONSUMISTA: de livros, de discos, de filmes, de cinema e teatro, de concertos, de SPA's, de vinhos e comida, de viagens, de roupa interior e exterior, de cursos...


Mas se trabalhasse para ser assim, deixava de ter tempo para usufruir de tudo isso, não?

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Ela diz:
"- Sou medíocre em tudo o que faço!"
Ao que ele responde:
"-Auto-crítica é positivo, mas já pensaste em ter auto-compaixão para contrabalançar?"

terça-feira, 8 de maio de 2007

É dificil mudar de humor,
se há minha volta continuam todos os contextos exactamente iguais!

Deixei de acreditar na magia do:
"Um dia qualquer coisa mágica vai acontecer e eu sentir-me-ei tão grata quanto feliz"
Parece que ou bem que fazemos por isso, ou bem que não acontece nada.
Também parece que por vezes existem contextos mais ou menos propícios.

Qualquer coisa semelhante com um diálogo da Moushumi Mazumdar
(Namesake de Mira Nair):
"Quando percebi que nunca seria devidamente amada, decidi optar pelas aventuras..."
Há apenas duas semanas concluí algo de muito semelhante.
Ou a realizadora conseguiu captar um nicho de emoções, ou este sentimento é mais comum do que pensei.

A vida pode ser vista à luz da vida de uma árvore.

Nuns anos, o importante é deixar crescer a copa. Noutros, precisamos de reorganizar as raízes para que seja possível suportar o crescimento da copa. Por vezes, não admitimos que vale mais deixar secar um ramo do que perder toda a árvore. Outras vezes, não percebemos que enquanto reorganizamos as raízes estamos vivos e não deprimidos. Outras, ainda, temos que saber viver com uma poda mal feita e aproveitar a aprendizagem para o futuro. Noutras, pensamos que temos uma árvore invencível face a todas as tempestades e quase caímos, porque não sustentamos as raízes. E é importante não esquecer que apesar da nossa árvore nem sempre ser a mais perfeita, não devemos por isso, atirar com todas as folhas pelo ar. Porque se despimos todas as folhas, um dia a árvore pode desistir de criar. E quando não temos folhas, nem flores, devemos ser pacientes, porque em breve irão crescer novas...
A minha vida a partir de um tronco de árvore.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Se estiver atenta, parece que encontro sempre a resposta para as dúvidas.
Hoje aconteceu isso, enquanto via uma das luzes mais incríveis de fim de tarde a bater nos troncos das árvores do Parque da Cidade.

Às vezes parecemos que precisamos de dar a volta ao mundo,
para percebermos que sempre tivemos o que precisamos ao nosso lado!
Onde é que eu já ouvi isto???

Por ordem de preferência:
1. Crónica do Pássaro de Corda, de Haruki Murakami, casadasletras

Surrealista. Envolvente. Nem se sabe muito bem por onde andamos. Não se sabe o que nos espera em cada virar de página. Surpreendente. Uma viagem pelos caminhos da mente e da sociedade nipónica.

2. Aroma, de Radhika Jha, Dom Quixote

A minha Índia uma vez mais. A condição feminina. Amor. Paixão. Especiarias. Numa história em que o amor assume variadas formas. O cheiro. As refeições indianas. As histórias por detrás dos cheiros.

3. O último alquimista, Micah Nathan, Publicações Pena perfeita

Ora bem... Não parei enquanto não cheguei ao fim à espera de qualquer coisa que não encontrei. Uma desilusão. Deve ser o papel da alquimia: correr atrás de algo que não existe.

Mira Nair

The Namesake.
O último filme de Mira Nair. Aquela que fez o Kamasutra e o Casamento debaixo de chuva. Eu só vi estes dois, apesar de haver muitos mais.
Neste filme vemos o confronto cultural entre a Índia e o Ocidente de Nova York. O confronto geracional. A celebração da morte e da liberdade. Pegar numa almofada e num cobertor para conhecer o mundo. Sentimentos de estranheza num país que é quase o nosso. Regresso a um país que é nosso, mas onde as memórias não são as que temos. A procura do amor. O esquecimento do que é importante. Desistir quando não se encontra, para que logo a seguir nos apareça.
E é tão bonito vêr alguém dizer num filme algo que dissemos há 1 semana atrás. Faz-me sentir una como que em comunhão com um cosmos que não conhece culturas, nem tempos.

Palavras para quê?


quarta-feira, 2 de maio de 2007

terça-feira, 1 de maio de 2007

Quem me conhece já deve ter ouvido várias vezes o que vou escrever, mas neste momento emerge uma necessidade superior de colocar aqui por escrito. Da minha infância guardo a memória de três filmes que influenciaram escolhas, gostos, medos e sítios que escolhi visitar. Um deles, indiano, chamava-se "Irmãos Inseparáveis" - sei agora que deveria ser de Bollywood - e influenciou sem dúvida a minha paixão pela Índia e a sua cultura.
Outro, com o Kirk Douglas, não me lembro do nome, mas deixou-me sempre com o doce medo de quem nos persegue.
E o terceiro, sobre a vida da Edith Piaf, levou-me a gostar de Paris e das suas canções. Hoje fui ver o La Môme de Olivier Dahan. Relembrou-me porque tinha chorado a vê-lo na minha meninice. Lembrou-me porque fico sempre nostálgica quando ouço as suas músicas. E relembrou-me porque Paris para mim era o Paris de Piaf. A interpretação de Marion Cotillard é fabulosa e será a imagem que evocarei quando ouço estas músicas. Uma vida de perdas. Uma vida palcos. Uma vida, como tantas outras que me fazem pensar em como cada um pode fazer uso da sua própria.

Anjos exterminadores de...

... Jean-Claude Brisseau.

É um filme que pode perturbar algumas pessoas, quer com as cenas sensuais, quer com a realidade que o filme tenta demonstrar. As cenas eróticas são de uma beleza quase pueril. A realidade que habita na cabeça de cada pessoa, neste caso, de cada mulher, relativamente às fantasias sexuais. Esta realidade pode não gostar de estar exposta. Pode perturbar. Pode questionar a sexualidade e até onde vai o desejo sexual de cada um de nós. Pode abanar as estruturas da heterosexualidade ou da homosexualidade com que sempre nos habituamos a viver.
Eu particularmente gosto de filmes que mexem com os nossos desejos, medos ou crenças.

Aqueles que vão além do possível.


Xutos e Pontapés

Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,vai quem
já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder
Fico sempre com a sensação de que este é o caminho com uma luz ao fundo da rua escura.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Porque será mais fácil nos convencermos que estamos tristes, do que convencermo-nos que estamos felizes?
Serão os sinais dos tempos modernos?

segunda-feira, 23 de abril de 2007

António Variações

Nao consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra nao chegar tarde
Nao sei de que é que eu fujo
Sera desta solidao
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mao
Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfacao
Nao consigo compreender
Sempre esta sensacao
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde nao estou
Estou bem aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde nao estou

domingo, 22 de abril de 2007

Jay Jay Johanson

Neste caso, o melhor elogio que lhe posso fazer é:

"Ele até podia ser impotente, desde que me cantasse ao ouvido..."
Ouvi-lo cantar, com aquela voz forte, sempre com um sorriso nos lábios é um bálsamo para os olhos e para a alma. Foi assim, com pouca gente na Indústria, que ele nos presenteou com um concerto. Acompanhado com um piano e alguns sons gravados no computador. Mas sempre com a sua voz a encher a sala meio cheia. Com a sua presença calma e simpática. Presenteou-nos com músicas extra que procurou no seu computador por já não estarem no alinhamento e fez publicidade para o seu próximo concerto, desta vez com músicos.
Vim embora com o retrato de vários amores no ouvido e a saudade de...

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Um Funeral: O luto.

Tive uma piriquita durante 4 anos e meio. Agora morreu.

Como passava muito tempo sozinha em casa, resolvi levá-la para o meu local de trabalho. Ficou lá. Uns dias fazia mais barulho e faziam queixa dela. Outras ficava só ali a olhar. Mas nunca a deixei fugir para fora da gaiola, porque achei que não saberia viver em liberdade. Também nunca lhe arranjei um companheiro de cativeiro. Até ontem...

Ontem trouxe um piriquito verde para fazer companhia à piriquita azul. Deram umas bicadas quando os juntei. E deixei-os a passar a noite.

Hoje ia alegre para ver se a piriquita estava feliz por finalmente ter companhia. E a piriquita jazia no fundo da gaiola. Acho que o coração pequenino parou de bater quando finalmente conheceu o amor verdadeiro. Não sobreviveu à emoção da companhia. Já não estava sozinha em cativeiro. Finalmente tinha conhecido a companhia.

Tive pena de lhe ter trazido companhia quando já não tinha o coração forte.

Morreu a piriquita azul... Só me correu uma lágrima. E depois um sorriso porque tinha conhecido o amor antes de morrer.

domingo, 15 de abril de 2007

cocorosie:

dia 14 de Abril
na Aula Magna

Na brincadeira disse:
- "Avalio os concertos pelo número de lágrimas que me provocam".
O concerto das irmãs Coco Rosie foi lindo. Uma delas é uma pequena fada em palco que canta ópera, enquanto a outra tem uma voz especial num corpo masculino. As duas fazem uma combinação de perfeita harmonia entre os vários sons que compõem as suas músicas. Bastou começar a primeira música para entrar noutra dimensão, noutro mundo... Bastou a música para me ajudar a sonhar, para percorrer novos caminhos e imaginar novas formas de andar. É isto que aprecio num concerto. É por isto que agradeço aos artistas que me proporcionam estes momentos. É por isto que nunca me canço de ir atrás de um ou outro espectáculo que tenho a certeza que me irá transportar até um cometa perto da lua.
Coco Rosie.
A fixar algumas das fotografias mentais que tirei entre as 22:30 e as 00:30.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Os trinta...

Ouvi uma frase que me fez pensar e ter vontade de escrever sobre ela:
"Olhei para o meu futuro e não vislumbrei nada!"
E isto fez-me pensar em conversas que tenho tido com algumas pessoas. Algumas pessoas com idades mais ou menos como a minha. Nos trintas. Pessoas que atravessam crises semelhantes. Ou que não vislumbram o futuro ou que não sabem o que querem vislumbrar. Sinto como que uma crise de identidade. Pessoas que não se sentem ainda realizadas profissionalmente, nem pessoalmente. Pessoas que têm medo de estar atrasadas em relação ao que era suposto.
Quando olho para o meu futuro, não tenho a certeza se vislumbro alguma coisa. Já tive muitos sonhos e quanto mais o tempo passa, parece que menos são possíveis.
Parece que preciso de parar para captar novos sonhos. Adaptar-me aos que não são possíveis. Conhecer novos. Fazê-los.
Tenho estado parada desde então para me adaptar a um patamar diferente.
- Os trinta dos sonhos que ainda não realizaram.
- Os trinta dos novos sonhos.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

A luz aparece quando menos se espera


Passou-se qualquer coisa.
Não sei bem o que se passou.

Sou incapaz de escrever mais de quatro linhas.
Não me sinto capaz de escrever.

O que se passou?

Abriu a época das caminhadas pelo Parque da Cidade.
Custou...
Mas finalmente chegou!
A ver se consigo oxigenar o cérebro.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Frankie Goes to Hollywood

Feels like fire
I'm so in love with you
Dreams are like angels
They keep bad at bay-bad at bay
Love is the lightS
caring darkness away-yeah
I'm so in love with you
Purge the soul
Make love your goal
The power of love
A force from above
Cleaning my soul
Flame on burn desire
Love with tongues of fire
Purge the soul
Make love your goal
I'll protect you from the hooded claw
Keep the vampires from your door
When the chips are down I'll be around
With my undying, death-defyingLove for you
Envy will hurt itself
Let yourself be beautiful
Sparkling love, flowers
And pearls and pretty girls
Love is like an energy
Rushin' rushin' inside of me
The power of love
A force from above
Cleaning my soul
Flame on burn desire
Love with tongues of fire
Purge the soul
Make love your goal
This time we go sublime
Lovers entwine-divine divine
Love is danger, love is pleasure
Love is pure-the only treasure
I'm so in love with you
Purge the soul
Make love your goal
The power of love
A force from above
Cleaning my soul
The power of love
A force from above
A sky-scraping dove
Flame on burn desire
Love with tongues of fire
Purge the soul
Make love your goal
I'll protect you from the hooded claw
Keep the vampires from your door
(Lembram-se desta música? Ou sou a única saudosista?)

Alguém sabe responder?


ADORO:
estar deitada na erva
ou na terra
ou na areia
a olhar
o céu cheio de estrelas!
Simplesmente delicioso.
Deitada sem roupa na beira do mar a olhar o céu carregado de estrelas cadentes num mar parado.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Sinto-me sozinha.
Sinto-me farta de estar com pessoas.
Só.
Enfartada.
Sinto-me só
mas não consigo ir ter com alguém.

Craig Armstrong and Elizabeth Fraser

This love
This love is a strange love
In that it can lift a love
This love
This love
I think I'm gonna fall again
And ever when you held the hand
And turn 'em in your fingers, love
This love
Now rehearsed we stay, love
Doesn't know it is love
This love
This love
Doesn't have to feel love
Doesn't care to be love
It doesn't mean a thing
This love
This love loves love
It's a strange love, strange love
This love
This love
This love is a strange love, strange love
I'm gonna fall again love
Doesn't mean a thing
Think I'm gonna fall again
This Love
Acordo todos os dias com esta música...
This love...

quarta-feira, 14 de março de 2007

Por vezes tornamo-nos em determinada coisa...
Porque alguém nos fez sentir isso muitas vezes!

terça-feira, 13 de março de 2007

Yann Tiersen - monochrome

"Anyway, I can try
Anything it's the same circle
That leads to nowhere and I'm tired now.
Anyway, I've lost my face,
My dignity, my look,
Everything is gone
And I'm tired now.
But don't be scared,
I found a good job and I go to work
Every day on my old bicycle you loved.
I am pilling up some unread books under my bed
And I really think I'll never read again.
No concentration,
Just a white disorder
Everywhere around me,
You know I'm so tired now.
But don't worry
I often go to dinners and parties
With some old friends who care for me,
Take me back home and stay.
Monochrome floors, monochrome walls,
Only absence near me,
Nothing but silence around me.
Monochrome flat, monochrome life,
Only absence near me,
Nothing but silence around me.
Sometimes I search an event
Or something to remind,
But I've really got nothing in mind.
Sometimes I open the windows
And listen people walking in the down streets.
There is a life out there.
But don't be scared,
I found a good job and I go to work
Every day on my old bicycle you loved."
O concerto de Yann Tiersen em Famalicão foi fabuloso. É incrível como um homem consegue tirar os sons que ele tira dos instrumentos. Como alguém pode transmitir tanta paixão. Como se pode entrar num mundo diferente povoado de sons e de cores do silêncio. Silêncio vermelho. Notas musicais que se espalham pela sala e me absorveram as células.

Inacreditável como o TRaBaLHo nos colhe toda a CRiaTiViDaDe...


Nota-se, não?

Será que ser adulta
é deixar de acreditar que sou
MÁGICA?

quarta-feira, 7 de março de 2007

Esta semana, estava eu com um título de Tulipa Murcha, no MSN, quando fui abordada por um conhecido que me perguntou:

"Não terás tu a mania de arranjar problemas? Tens família, trabalho, dinheiro para viajar, não estás doente, imensos homens interessados em ti, amigos... Porque te sentes murcha e infeliz?"

Fiquei a pensar nisto. Sinto-me triste, porque nem sempre gosto das minhas atitudes e comportamentos. Sinto-me triste porque o meu amor não sabe para onde se dirigir. Sinto-me triste cada vez que me sinto mal amada. Sinto-me triste essencialmente por aquilo que me é mais importante: O amor, o que me tenho e o que lhe tenho.

Realmente posso ter a mania de arranjar problemas. É, até, muito provável que assim seja. Para quê maltratar-me e não me amar como mereço? Para quê, maltratar-me e esperar que um dia me amem como mereço? Para quê arranjar estes problemas? Simplificando? uhmmm... Não me parece que consiga! A mesma pessoa disse que eu sou muito complicada... Fica para a próxima!

segunda-feira, 5 de março de 2007

"Amamos como nos amaram"

de Katherine Pancol
Colecção Dois Mundos

É um livro, que a meu vêr, não cativa pelo estilo literário, mas pelo conteúdo temático. Tal e qual o título explora de que forma é que o nosso passado, a nossa família e como as relações entre mães e filhos marcam as relações de intimidade no futuro.

Não sei bem se aconselho a ler... Mas é uma boa reflexão sobre o assunto: o excesso de amor e a falta dele, influenciam a forma como nos relacionamos com os outros!

Talvez me tenha identificado em algumas partes...

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Cair uma gota mesmo em cima do nariz, quando está a chover.

Se eu fosse MáGiCa:
Desaparecia!
Mas não sou e assim aqui estou.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

eXPECTATIva

Há uma coisa que eu acho ser a origem de alguns conflitos, tristezas e sentimentos de angústia:

A exPectatiVa.
Esperamos por algo que não chega,
queremos determinado comportamento de outrs pessoa,
sonhamos com alguém,
sei lá,
colocamos expectativas em quase tudo,
e quando não acontece,
ficamos infelizes!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

NeceSSidade de tUdo e de nAda!

Existem poucas coisas que me fazem sentir tão mal,
como quando sou ignorada ou se esquecem de mim...
É sempre nestes dias que me lembro de Jorge Palma:

"reduz às necessidades se queres passar bem"

Deve-se reduzir a todas as necessidades.
Necessidade de ser lembrado,
Necessidade de ser amado,
Necessidade de ser tocado,
Necessidade de ser ouvido,
Necessidade de ouvir,
Necessidade de ter coisas,
Necessidade de ser ou ter.

Acho que estou num processo de reduzir às necessidades.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Um Bom-Dia para quem chegar HojE AQui


Cada lágrima que cAi

é

apenas mais um sol que brilhou noutro diA.

Era uma vez...

... A
Cigarra
e
A
Formiga...

A transparência da condução

A condução de um veículo pode ser solitário.
De repente parece que somos apenas nós e o volante, as rodas, o asfalto.
A condução pode ser libertadora.
Quando dói mais, carregamos no acelerador até ao fim.
Quando a dor já faz parte do nosso carpo,
andamos mais devagar.
Às vezes, não vemos as passadeiras nem as pessoas.
Às vezes não sabemos para onde vamos.
Às vezes achamos que ninguém nos vê.

E de repente, paramos numa passadeira,
porque vimos alguém.
Paramos e esquecemo-nos que estamos a chorar
e,
o nosso pranto cruza-se com o olhar do outro...
Que fica sem saber o que fazer.
Percebemos a hesitação em avançar, percebemos a hesitação em avaliar o que faz alguém andar de carro, com as lágrimas a dançarem ao som da música, que pede apenas para que voltes a acender a vela que se apagou com o vento fraco.

"Ultraviolet (Light My Way)" - u2

Sometimes I feel like I don't know
Sometimes I feel like checkin' out
I want to get it wrong
Can't always be strong
And love it won't be long...
Oh sugar, don't you cry
Oh child, wipe the tears from your eyes
You know I need you to be strong
And the day is as dark as the night is long
Feel like trash, you make me feel clean
I'm in the black, can't see or be seen
Baby, baby, baby...light my way
(alright now)
Baby, baby, baby...light my way
You bury your treasure
Where it can't be found
But your love is like a secret
That's been passed around
There is a silence that comes to a house
Where no one can sleep
I guess it's the price of love
I know it's not cheap
(oh, come on)
Baby, baby, baby...light my way
(oh, come on)
Baby, baby, baby...light my way
Oh...ultraviolet...
Ultraviolet...
Ultraviolet...
Ultraviolet...
Baby, baby, baby...light my way
I remember
When we could sleep on stones
Now we lie together
In whispers and moans
When I was all messed up
And I had opera in my head
Your love was a light bulb
Hanging over my bed
Baby, baby, baby...light my way
(oh, come on)
Baby, baby, baby...light my way
Ultraviolet...
Baby, baby, baby...
Baby, baby, baby...
Baby, baby, baby...
light my way
Baby, baby, baby...
light my way

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

1,2,3...
Experiência!

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Lindo!

Uma família à beira de um ataque de nervos

Um filme absolutamente imperdível. Como é que num drama se chora de tanto rir? Eu chorei a rir. Não conseguia parar de rir. E isso não é uma coisa comum, nem tão pouco fácil. Não rio assim tanto quanto isso nos filmes que vejo. Choro com mais facilidade nos filmes, contudo este puxou um riso misturado com ternura e magia.

Uma família tão desajustada quanto algumas que conheço. E a constatação de que é nos limites que percebemos algumas das coisas mais importantes que nos rodeiam. Um forte sentido crítico ao sonho americano.

Uma história de chorar que nos faz rir muito!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

É preciso parar para ver!


Como se escrever me fizesse não esquecer.
Como se escrever me fizesse perder.
Como se escrever fosse apenas a forma disforme de não ser esquecida.
Como se escrever pudesse prolongar a dor que não sei onde pôr.
Como se escrever fosse um acto de suicídio constante, a ver se nunca se torna real.
Como se escrever pudesse alguma coisa para além de escrever.
Como se escrever me fizesse chorar em silêncio.
Como se escrever me fizesse não lembrar.

Quando cai a chuva
sinto sempre um
desejo de me pôr debaixo
para que me caia a água no corpo e me limpe por dentro.

Diamante de sangue.

Um filme forte.

Fechei os olhos para não ver as atrocidades que sei não serem apenas ficção. Contudo vi o suficiente para recordar outros filmes sobre África. Outros que me fizeram chorar. Este também fará chorar qualquer pessoa que tenha os olhos ainda com água suficiente para deitar fora.

Um filme simples. Com boas representações e alguns pontos que caracterizam os Africanos ou aqueles que algum dia andaram por aquelas paragens. A terra que se entranha na alma. A riqueza que provoca pobreza. As crianças que não são. E as rivalidades tribais pagas pelos senhores da guerra que vão às Nações Unidas oferecer a sua compreensão pelos povos em guerra constante.

Paisagens magníficas, porque a "Serra Lea quando estiver em paz será um paraíso"...

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Será que alguém consegue ler o texto que está abaixo???

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

As minhas partidas românticas são sempre de comboio


Andei a ler um livro interesssante. Não sei bem se é uma autobiografia ou um ensaio sobre literatura. A autora Rosa Montero, Madrilena, terminou explicando que é um livro sobre Loucura, Imaginação e Amor. Não se lê com a fluidez como se fosse um romance, mas para-se de tempos a tempos para tirar uma ou outra anotação.

Comprei-o por causa de uma crítica que li no Público, onde referiam que era importante ler este livro antes de decidir se se queria ser leitor ou escritor. Comprei-o com uma certa expectativa. Não correspondeu totalmente, porque a nossa imaginação tem tendência a ser melhor que a realidade. No entanto, gostei. E assim, aqui vão algumas das citações que retive:

"Pois bem, o romancista tem o privilégio de continuar a ser uma criança, de poder ser um louco, de manter o contacto com o disforme." pp.13

"Isto é, sabemos que dentro de nós somos muitos." pp. 19

"... considerava que a palavra era o meu forte, a minha arma secreta. Assim como outras seduziam agitando cabeleiras louras ou longas pernas, eu saía-me sempre melhor quando contava coisas. " pp. 22

"...enquanto são só ideias e projectos, os nossos livros são absolutamente maravilhosos, os melhores livros que alguém já escreveu." pp. 32

"Creio que os vivi bastante a fundo e talvez por isso os recorde tão mal." pp. 141

"Irradiava aquela exuberância mágica que o bom sexo proporciona." pp 156

"Também poderia dizer que escrevo para suportar a angústia das noites. No desassossego febril das insónias, enquanto damos voltas e mais voltas na cama, precisamos de pensar em alguma coisa para que as trevas não se encham de ameaças." pp 164

A louca da casa
Rosa Montero
Edições ASA

Fui ver o Scoop e o Apocalypto.

De um gostei. Do outro não.
Um fez-me rir. O outro nem me fez chorar.
O primeiro apesar de ser nitidamente para entreter, ainda encontrei aspectos para pensar. O segundo, talvez feito para promover o pensamento, nem sequer me entreteu.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Tenho acordado a ouvir:

The plan it wasn't much of a plan
I just started walking
I had enough of this old town
had nothing else to doIt was one of those nights
you wonder how nobody died
we started talking
You didn't come here to have fun
you said: "well I just came for you" But do you still love me?
do you feel the same
Do I have a chanceof doing that old dance
with someone I've been
pushing away

And touch we touched the soul
the very soul, the soul of what we were then
With the old schemes of shattered dream
slying on the floor
You looked at me
no more than sympathymy lies you have heard them
My stories you have laughed with
my clothes you have torn

And do you still love me?
do you feel the same
And do I have a chance
of doing that old dance again
Is it too late for some of that romance again
Let's go away, we'll never have the chance again

You lost that feeling
You want it again
More than I'm feeling
you'll never get
You've had a go a
tall that you know
You lost that feeling
so come down and show

Don't say goodbye
let accusations fly
like in that movie
You know the one where Martin Sheenwaves his arm to the girl on the street
I once told a friendthat nothing really ends
no one can prove it
So I'm asking you now
could it possibly bethat you still love me?
And do you feel the same
Do I have a chance
of doing that old dance again
Is it too late for some of that romance again
Let's go away, we'll never have the chance again

I take it all from you
I take it all from you
I take it all from you
I take it all from you
I take it all from you
I take it all from you

dEus - "nothing really ends"

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Para a Carla de Elsinore

"(...) Seja por essa razão, ou porque tenho simplesmente os neurónios deteriorados, a verdade é que a minha memória é catastrófica, ao ponto dos meus esquecimentos me chegarem a assustar. Livros lidos, pessoas e situações que conheci, filmes vistos, dados que um dia aprendi, tudo se confunde e enreda aqui dentro. De facto, quando decorre algum tempo, vinte anos suponhamos, sobre alguma coisa de que me lembro, às vezes é-me difícil distinguir se o vivi, o sonhei, o imaginei, ou, quem sabe, o escrevi (o que demonstra por outro lado, a força da fantasia: a vida imaginária também é vida).(...)"
do livro "A louca da casa" de
Rosa Montero
Vozes do Mundo - Editora
(pp. 140)

Bem sei que não parece!
Mas não imaginam a vontade que tenho de passar longos momentos sozinha.
Aliás... Cada vez preciso de mais tempo sozinha!
Talvez para contrabalançar o falar tanto quando estou acompanhada.
Mas a verdade é que cada vez mais preciso de espaço, de tempo, de solidão.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

A desvantagem de se estar sozinha sempre que se quer,
é que,
também se está sozinha quando não se quer.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Rodopio. Rodopio. Rodopio. Rodopio.
E caio no fio negro
do vazio.
Rodopio. Rodopio.
Até já nada ver para além do fio negro do meio.

Sinto um frio de rachar.
Sinto-me nua.


Sinto um frio de rachar porque não tenho nada a proteger-me. Sinto-me sozinha, sem vontade de falar, nem de estar, nem de ouvir. E por isso, sinto-me nua e fria. Não ouço as tuas mãos junto ao meu pescoço. Não me pegaste pela mão para me levar. Não vieste. Não chegaste. Nem sequer foste. E por isso sinto-me fria. Um frio dentro e fora. Um frio que envolve a minha nudez emocional.

domingo, 21 de janeiro de 2007

MY WAY

And now, the end is here
And so I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case, of which I'm certain
I've lived a life that's full
I traveled each and ev'ry highway
And more, much more than this, I did it my way
Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do and saw it through without exemption
I planned each charted course, each careful step along the byway
And more, much more than this, I did it my way
Yes, there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all, when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall and did it my way
I've loved, I've laughed and cried
I've had my fill, my share of losing
And now, as tears subside, I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way,"Oh, no, oh, no, not me, I did it my way"
For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught
To say the things he truly feels and not the words of one who kneels
The record shows I took the blows and did it my way!
Yes, it was my way

Quem prende quem?


Às vezes, sinto-me de tal forma a flutuar
que é quase como se não pertencesse a lugar nenhum
nem a ninguém.
E não confundir com liberdade,
porque trata-se apenas de solidão.

"A louca da casa"

Ao longo de um dia, passam-nos vários pensamentos pela cabeça. Passado. Presente. Futuro. Lembramo-nos de coisas que nos disseram. Cenas de filmes que vimos. Passagens de livros. Ou simplesmente coisas que vemos. Tudo isto se mistura até criar uma cor ocre que preenche os vazios da nossa mente. Ou, como dizia Santa Teresa de Jesus, da nossa louca da casa: a imaginação.

Hoje houve três pensamentos que me vieram várias vezes à cabeça.

A inevitabilidade do acaso. Um sobre a C. que me disse que ainda bem que me tinha apresentado a E., porque sabia que eu lhe estava a dar, o que ela própria não conseguia. E estão aqui dois aspectos implícitos que considero tornarem a existência mais doce: a humildade de reconhecer as limitações e a forma como entramos na vida das outras pessoas quando elas/nós precisam/os. Todos nós nos cruzamos. Reparamos nuns e noutros não. Falamos hoje e amanhã já não nos identificamos. E existem aqueles que uma vez fazendo parte das nossas vidas, não podem voltar a partir.

Um galo no galinheiro. Certo dia, um amigo disse-me para ir almoçar com ele, porque gostava de entrar no restaurante e sentir que todos os homens o invejavam por ele estar com uma mulher atraente. Fez-me pensar em como os homens são como os galos e gostam de se sentir no centro do galinheiro. Podem namorar com uma mulher discreta, mas alguns não gostam de perder a oportunidade de incharem o papo com o olhar dos outros, enm que seja com uma amiga. Quase como se existisse no básico uma vontade dos homens se sentirem com um "pénis" maior do que o de todos os outros.

Dietas, o meu problema. Há formas de se dizer determinadas coisas. E existem pessoas que colocam charme sempre que falam. A propósito da minha dieta, um homem disse que eu não era gorda. Era um tipo físico grande, como o eram as típicas divas italianas. Achei imensa piada, porque isto é saber comunicar e encontrar os pontos positivos, naquilo que para a maioria poderão ser defeitos. Haja mais charme na comunicação e as pessoas serão mais felizes. Quer as que falam com charme, quer as que recebem o seu efeito.

Estas foram algumas das ideias que tomaram conta da louca da casa.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

A escrita serve para:
embelezar o que vejo,
descrever o que sinto,
organizar a alma.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Entrelaçados

Conheço poucas imagens tão sublimes quanto dois corpos entrelaçados. Um pé que se enrosca noutro pé. Um braço que passa por cima do corpo e nos abraça enquanto adormecemos. Um movimento para o corpo se ajustar ao outro corpo.

Como disse, conheço poucas imagens tão sublimes quanto dois corpos entrelaçados a dormirem. A repiração que se ajusta, como se a natureza fosse feita para que dois corpos acabassem sempre juntos. O batimento cardíaco que desacelera.

E enquanto dormem encontram-se. Falam linguagens que não conhecemos, que não dominamos enquanto estamos acordados. Como se terminasse uma dança e começasse outra, quando adormecemos entrelaçados. Como se dormir entrelalaçado em alguém fosse um quarto de comunicação com a outra pessoa. Como se dormir entrelaçado pertencesse a um quadro renascentista com as peles em dourados e cores quentes.

Conheço poucas sensação tão sublimes quanto dormir entrelaçada em alguém quando o meu corpo se entende com o outro corpo. Quando a minha respiração se funde na outra e a certa altura já não me sinto. Apenas nos sinto: a ambos em sintonia.

Abortar. Viver. Morrer.

No fim de semana estava a jantar com os meus pais, enquanto víamos o telejornal. De entre os vários assuntos acabamos uma vez mais a falar sobre o referendo do aborto.

Os meus pais enquanto religiosos convictos são contra. Dizem que a consciência deles não ficaria descansada se fossem a favor da morte. Influenciados pelo discurso religioso que ser a favor do aborto é ser a favor da pena de morte. Tentei que a discussão abandonasse a tonalidade moral e se colorisse de aspectos mais práticos.

O aborto existe. Quer seja legal ou não fazê-lo. Vai sempre existir. O enfoque deveria ser colocado noutras tonalidades. A questão da saúde pública. A questão da falta de informação/ formação. A questão das condições psicológicas para se ser mãe. A questão da vida dessas crianças que não são desejadas.

Sou a favor de que seja despenalizado o aborto. Sinto-me influenciada pela crescente, e quiçá exagerada, preocupação com o bem estar das pessoas, quando me posiciono assim. Mas a verdade é que a ciência tem vindo a desenvolver-se para melhorar a nossa qualidade de vida, ou não? As espécies têm vindo a evoluir. Quem sabe esta não é também uma forma de evolução? Ou talvez estejamos enganados, e enquanto animais devemos procriar sempre, independentemente de todos os outros factores envolvidos? Ou então podemos ainda ser mais demagógicos e discutir o que se considera um ser humano.

Como tento ser pragmática, sou a favor. Sou a favor com responsabilização. Sou a favor da responsabilização de cada MULHER para que esta se lembre que em conjugação com um HOMEM tem o poder de gerar VIDA. E sou a favor de os HOMENS sejam capazes de procriar em consciência, já que somos dotados desta característica que nos distingue dos animais, que é o complicado campo emocional.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Tenho mesmo de pensar antes de falar.
Pensar se não estarei a fazer comentários sobre os outros que se tornam
autênticas verdades sobre mim.

Nem sempre fazemos o que planeamos.

Por vezes temos de alterar tudo o que tínhamos planeado para o fim de semana. Acontece. Não é premeditado. Umas vezes, por bons motivos e, outras vezes nem tanto. Contudo alteramos. E depois até nos esquecemos do que tínhamos pensado antes da alteração. Deixamo-nos ir na corrente de acontecimentos para viver o que vai surgindo perante os nossos olhos. E quando chegamos ao fim felizes com isso, percebemos que ainda bem que estamos abertos às mudanças de planos, porque nem sempre sabemos o que é melhor para nós.

Início de temporada

Estou obviamente a falar da temporada cinematográfica. Por acaso, não é assim tão óbvio, mas já tinha escrito a palavra e não me apeteceu apagar. Acontece-me isso às vezes. Escrevo determinado texto por ter saído uma palavra ao acaso ou fruto de um engano. Agora já ficam a saber de onde vêm determinadas coisas.

Voltando ao início: este ano fui três vezes ao cinema. Fui ver "A ciência dos sonhos", "O amor não tira férias" e o "Apocalypto". E escrevo apenas para dizer que tenho pouco para dizer dos filmes. O que quer dizer que eles cumpriram poucos dos critérios com que avalio os filmes (veja 1º post sobre Dias de Tela). E quando é assim, alguns podem cumprir a sua função lúdica. "O amor não tira férias" cumpre esse critério. Faz-nos rir. Faz-nos querer que o Jude Law nos bata à porta bêbado! Nos outros dois podem encontrar-se uma ou outra coisa interessante, mas em comum têm a mensagem de que nós vemos o que queremos e corremos na vida em função do quanto acreditamos nisso. Como poderão imaginar, cada qual à sua maneira.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Prometo voltar logo que a intoxicação alimentar me permita e se não tiver mais enfermidades...
Uma vez que desde o final do ano já tive uma gripe e uma infecção de garganta!

domingo, 7 de janeiro de 2007

Às vezes gostaria de compreender melhor,
porque é que o meu espelho não me devolve a imagem
que os outros vêem quando olham para mim.

que animação!

Ontem uma rapariga olhou para mim e, com um sorriso verdadeiramente autêntico disse-me: "Que bom encontrar-te! É que estar contigo anima a minha existência!"

E eu Ri! E pensei: "Ouvir estas coisas também animam a minha existência!", mas não lhe disse. Estou ansiosa por voltar a vê-la para lhe dizer isto exactamente. E não tinha interesse sexual, porque eu perguntei-lhe.

Digam sempre tudo o que pensarem dos outros, porque podem animar a existência de alguém. Não se privem de dar elogios...

Let's dance

Let's dance put on your red shoes and dance the blues
Let's dance to the song
they're playin' on the radio
Let's sway
while color lights up your face
Let's sway
sway through the crowd to an empty space
If you say run, I'll run with you
If you say hide, we'll hide
Because my love for you
Would break my heart in two
If you should fall
Into my arms
And tremble like a flower
Let's dance for fear
your grace should fall
Let's dance for fear tonight is all
Let's sway you could look into my eyes
Let's sway under the moonlight,
this serious moonlight
If you say run, I'll run with you
If you say hide, we'll hide
Because my love for you
Would break my heart in two
If you should fall
Into my arms
And tremble like a flower
Let's dance put on your red shoes
and dance the blues
Let's dance to the song
they're playin' on the radio
Let's sway you could look into my eyes
Let's sway under the moonlight,
this serious moonlight
David Bowie - Let's dance

sábado, 6 de janeiro de 2007

Tento só DAR aos outros aquilo que sou capaz de NÃO cobrar.

As outras flores que habitam em minha casa: Narciso e Maria Papoiola


Lonely Can be Sweet

"Please come sit down
I need to set you straight
Before we go any further
I've learned from loneliness
That lonely can be better and lonely can be sweet
Sure, I dont need a man to be complete
And I also know that what I want and what I need don't always
meet
But being alone ain't all that bad
"Cause see I've been there and I've done that
I'm in the midst an evolution to myself
I was tired of the search
So I had to sit it on the shelf
Lonely can be sweet
I hab been looking for my comboy
Like that girl says in that song
"Where have all comboys gone?"
In my former life
My once comboys have gone hoochie hopping and car shopping
Riding their egos like wild horses
On collision courses with their machismo
While I slow slaughtered
As their valor and virtue drowned in deep water (deep water)
So, I decided to chill with me for the moment
And play my own violins
Strike me own candlelights
So every night is my night
Are You listening?
I need to be completely sure that You are listening
I used to think that the moon's name might as well have been
Lonely
Now I sip my night full
Like I were blackberry marsala
Then lick the excess of my lips
So as not to waste one drop of it sweetness
I sastisfy my wonderlust with with the wildness of the night
And the comfort of my self
I've taken up hedonism as hobby
And made it harder for the next man
To step into my life without plan
For how to please me better then I please myself
So If You've come without a plan
Then make a swift retreat 'cause
Lonely can be Sweet"
Ursula Rucker - "Silver or Lead"

Existem poucas coisas tão boas, quanto acordar num sábado de sol, com os gatos a fazerem "romrom". Acordar cedo para ver o dia passar depois de uma noite de sonhos em Inglês. Sentir o vento frio da manhã. Comprar o jornal e sentar-me no meio de livros a tomar o pequeno almoço. Andar de carro, nas ruas quase desertas a ouvir CSS - Cansei de ser sexy-. Existem poucas coisas tão boas, quanto estar descansada em casa a ouvir David Mathews Band, enquanto faço sopa de legumes.

Na verdade, existem poucas coisas tão boas quanto estar bem só.

Tão bom quanto estar bem só, é estar-se bem acompanhado.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

"O meu Amor tem..."

É importante deixar ir. Deixar ir o nosso Amor. Ele sabe voltar. Voltará se assim quiser. É importante deixá-lo livre de nos amar ou não amar. Aceitar isso. Isso que nos deixa, por vezes, infelizes, porque não acontece exactamente como queríamos.

É importante olhar para o Amor de frente e dizer-lhe: "És livre de não me amar. És livre de não me amar sempre. És livre de voltar e, voltar a amar-me. Essencialmente és livre."

É importante aprendermos a viver sem o ansiedade que o Amor se vá sem que nos diga adeus. É também importante acreditar. Acreditar que se o Amor não ficar... Não é por sermos maus, ou não merecermos. Às vezes, é apenas porque não seria o melhor para aquelas duas pessoas estarem juntas, ou então, porque o Amor não está preparado para acontecer ali, naquele momento.

É importante vivermos perto do Amor, sem medo de o perder, sem medo que ele seja LIVRE.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Enquanto estive doente, parte das minhas horas foram passadas a ver filmes. Decidi ver aqueles filmes que alguém me falara e que nunca tinha visto.

Antes de avançar e expor aqui os filmes que vi, decidi fazer uma pequena análise. É interessante pensar no que me faz gostar de um filme. Nem sei bem se algum dia me dei a esse trabalho. De uma forma sistemática não. Talvez no meio de conversas já tenha referido alguns dos motivos.

Então vejamos:
1. A fotografia do filme;
2. A banda sonora;
3. O enredo;
4. Mostrar culturas, sociedades ou épocas diferentes da minha;
5. A forma que o filme tem;
6. (O mais importante.) Ficar a pensar em alguma coisa no fim do filme;

Sendo assim, o que são para mim filmes inesquecíveis são os que fiquei a pensar na vida que me rodeia em geral e na minha própria vida. E por isso, o que hoje é um filme que gosto muito, amanhã pode não o ser e, obviamente vice-versa.

Depois desta pequena introdução, passo a mostrar quais os filmes que acompanharam os meus dias:

Alta Fidelidade

Uma mistura do papel da música nas nossas vidas misturado com uma análise sobre o comprometimento emocional aos 30 anos. O revisitar das relações do passado para perceber a relação actual. O revisitar para compreender o que se quer para o futuro. A análise do entusiamo em conhecer alguém pela oposição do medo de se manter a construção de uma relação já conhecida. E o papel da música. O papel da música fez-me lembrar a coletânea que fiz para oferecer ao meu amor, com todas as letras a dizerem-lhe o que eu nem sempre sou capaz de lhe dizer... Quem nunca fez isto? Quem nunca teve medo de se comprometer, por achar que poderia conhecer uma pessoa com quem se entendesse melhor, de quem gostasse ainda mais e se sentisse mais completo?

Water

Um filme lindo sobre as viúvas na Índia dos anos 30. Um filme sobre a anulação do papel pessoa em prol de um papel aparentemente menor, o de mulher. A submissão aos costumes de uma religião que por vezes só serve os interesses pessoais. E fez-me lembrar quantas atrocidades não se comentem mascaradas de interesses superiores e aparentemente grandiosos.

A domadora de baleias

Quem nunca quis desesperadamente agradar a alguém sem o conseguir? Quem nunca chorou por se sentir pouco capaz? Quem nunca pensou usar poderes mágicos para mudar alguma coisa?

Os Maoris. As lendas. Um povo. As baleias.

Romance e cigarros

É um musical interessante, divertido e profundo. Mostra um pouco a realidade da amante, da mulher atraiçoada e de como o homem decide quando se confronta com a escolha. E como diz uma minha amiga "alguns filmes baseiam-se em realidade, portanto o que lá acontece é provável que se repita na vida comum".

Magnólia

É um filme com uma carga emocional fortíssima. O confronto com a morte e com tudo o que as pessoas querem fazer quando a sentem por perto. É uma história de expiação dos erros do passado, num presente que se cruza com todos os personagens.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Fim de semana no sofá

Há várias relações que se podem estabelecer ao longo da vida.

Uma dessas relações pode ser com o nosso sofá.

É confortável. Podemos deitar-nos em cima dele e virar e revirar e voltar a virar. Quando chegamos recebe-nos de braços abertos. Quando vamos embora sem dizer nada ele não se queixa, porque confia e sabe que vamos voltar. E quando voltamos a deitar-nos com ele, o sofá sabe que nos tem só para ele pelo tempo que for necessário. Ele ganha as nossas formas. Nós acomodamo-nos a ele. Choramos. Caímos. E sentimo-nos como se fossemos abraçados. E mesmo quando saímos por mais tempo, ele conhece as nossas formas. E às vezes trazemos outras pessoas para ele sentir a vida que nos rodeia. Deixamos entrar alguém na nossa intimidade. Não é sempre, porque precisamos de tempo para sentir. Sentir o vazio de estar no sofá. Às vezes, o sofá fica velho. As nossas formas já não se acomodam às formas dele. Ele já não nos abraça com a mesma graciosidade e compramos outro ou mandamos arranjar o mesmo. E aí... Voltamos a re-construir toda a relação de confiança e conforto sem a qual não sabemos viver.

Acho que não sabemos viver sem o nosso sofá.



Acho que não sabemos viver sem a confiança no amor incondicional de alguém.
Alguém que está sempre à nossa espera quando regressamos seja lá de onde for.

Primeiro dia do ano

Primeiro dia do ano.

As frases batidas. As decisões de hoje que morrem amanhã. E vejo as tulipas caírem de um céu enevoado. Flores que explodem num todo de cores. Por momentos vejo um arco-íris. São tantas as cores que as estrelas podem ter. As estrelas num céu enevoado. Enevoado pelos meus olhos. Coberto de nuvens que teimam em esconder a lua. E ouvem-se as pessoas. Esperança nas promessas de um novo ano (que tal como me disse alguém: "os novos anos são como os políticos"). E repetem-se as frases batidas. Sempre as frases batidas já sem o sentido que aquelas palavras têm. E as decisões que vão morrendo conforme chega a manhã. E as pétalas das tulipas que caem. E as estrelas que nos iluminam para esperarmos pelo dia enquanto a escuridão nos envolve.

Primeiro dia do ano.

E a única coisa que me lembro é de que não posso esquecer que sou uma pessoa única, especial e linda! E o único desejo que tenho é de não me esquecer disso na hora de decidir nem nas horas que viver. E a única realidade que quero aceitar é o que de melhor for capaz de imaginar.

Primeiro dia do ano. 11680 dia da minha vida. Mais coisa menos coisa aqui estou eu, em cima de um monte capaz de avistar uma longa planície à minha volta cravada de tons avermelados ou alanrajados e sou apenas a Tulipa Vermelha. Aquela que sonha. Aquela que acredita no poder da fé.

 
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