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segunda-feira, 6 de abril de 2009

"Para esquecer uma pessoa não há vias rápidas, não há suplentes, não há calmantes, ilhas nas caraíbas, livros de poesia - só há lembrança, dor e lentidão, com uns breves intervalos pelo meio para retomar o fôlego"
- Miguel Esteves Cardoso (Não tenho a referência completa)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A vaca

de Camilo Cruz
Tenho lido muito, mas escrito pouco. Na realidade acho que tenho lido pouco sobre coisas que valham a pena escrever. E se resolvi escrever sobre este livro, é só para que os meus amigos saibam porque adoptei a terminologia "Vaca" para as amarras que prendemos ao que é velho e se transformou na nossa área de conforto.
Eu tenho algumas vacas. E tu? sabes quais são as tuas vacas? Quem as vai matar?

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Kafka à beira-mar

"Por outras palavras, cada um vive para sempre fechado dentro da sua própria biblioteca."
pp. 584
De recordações...
"Às tantas, acabas por adormecer. E, quando acordas, tornou-se realidade.
Fazes parte de um mundo novo."
pp. 589
de Haruki Murakami
Casa das letras
Um daqueles livros que lerei outra vez, com toda a certeza. Profundo. Labiríntico e cheio de recantos para descobrir e re-descobrir. Tentei prolongar a finalização ao máximo, porque se encontram poucos livros tão envolventes!

sábado, 17 de novembro de 2007

Quem mexeu no meu queijo

Ontem à noite voltei a pegar neste pequeno livro, escrito com piada, uma metáfora para mostrar como podemos reagir à mudança. Não tinha o meu livro de cabeceira e achei que já era tempo de voltar a pensar nas várias formas com que olhamos para a mudança. Esta metáfora fala de quatro formas de olharmos e vivermos a mudança inevitável com que temos de lidar de tempos a tempos, em qualquer das áreas da nossa vida.



"Quanto Mais Cedo Te Libertares do Velho Queijo,

Mais Depressa Encontrarás Um Queijo Novo"

In Quem Mexeu No Meu Queijo

de Dr. Spencer Johnson

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Por ordem de preferência:
1. Crónica do Pássaro de Corda, de Haruki Murakami, casadasletras

Surrealista. Envolvente. Nem se sabe muito bem por onde andamos. Não se sabe o que nos espera em cada virar de página. Surpreendente. Uma viagem pelos caminhos da mente e da sociedade nipónica.

2. Aroma, de Radhika Jha, Dom Quixote

A minha Índia uma vez mais. A condição feminina. Amor. Paixão. Especiarias. Numa história em que o amor assume variadas formas. O cheiro. As refeições indianas. As histórias por detrás dos cheiros.

3. O último alquimista, Micah Nathan, Publicações Pena perfeita

Ora bem... Não parei enquanto não cheguei ao fim à espera de qualquer coisa que não encontrei. Uma desilusão. Deve ser o papel da alquimia: correr atrás de algo que não existe.

segunda-feira, 5 de março de 2007

"Amamos como nos amaram"

de Katherine Pancol
Colecção Dois Mundos

É um livro, que a meu vêr, não cativa pelo estilo literário, mas pelo conteúdo temático. Tal e qual o título explora de que forma é que o nosso passado, a nossa família e como as relações entre mães e filhos marcam as relações de intimidade no futuro.

Não sei bem se aconselho a ler... Mas é uma boa reflexão sobre o assunto: o excesso de amor e a falta dele, influenciam a forma como nos relacionamos com os outros!

Talvez me tenha identificado em algumas partes...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Andei a ler um livro interesssante. Não sei bem se é uma autobiografia ou um ensaio sobre literatura. A autora Rosa Montero, Madrilena, terminou explicando que é um livro sobre Loucura, Imaginação e Amor. Não se lê com a fluidez como se fosse um romance, mas para-se de tempos a tempos para tirar uma ou outra anotação.

Comprei-o por causa de uma crítica que li no Público, onde referiam que era importante ler este livro antes de decidir se se queria ser leitor ou escritor. Comprei-o com uma certa expectativa. Não correspondeu totalmente, porque a nossa imaginação tem tendência a ser melhor que a realidade. No entanto, gostei. E assim, aqui vão algumas das citações que retive:

"Pois bem, o romancista tem o privilégio de continuar a ser uma criança, de poder ser um louco, de manter o contacto com o disforme." pp.13

"Isto é, sabemos que dentro de nós somos muitos." pp. 19

"... considerava que a palavra era o meu forte, a minha arma secreta. Assim como outras seduziam agitando cabeleiras louras ou longas pernas, eu saía-me sempre melhor quando contava coisas. " pp. 22

"...enquanto são só ideias e projectos, os nossos livros são absolutamente maravilhosos, os melhores livros que alguém já escreveu." pp. 32

"Creio que os vivi bastante a fundo e talvez por isso os recorde tão mal." pp. 141

"Irradiava aquela exuberância mágica que o bom sexo proporciona." pp 156

"Também poderia dizer que escrevo para suportar a angústia das noites. No desassossego febril das insónias, enquanto damos voltas e mais voltas na cama, precisamos de pensar em alguma coisa para que as trevas não se encham de ameaças." pp 164

A louca da casa
Rosa Montero
Edições ASA

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Para a Carla de Elsinore

"(...) Seja por essa razão, ou porque tenho simplesmente os neurónios deteriorados, a verdade é que a minha memória é catastrófica, ao ponto dos meus esquecimentos me chegarem a assustar. Livros lidos, pessoas e situações que conheci, filmes vistos, dados que um dia aprendi, tudo se confunde e enreda aqui dentro. De facto, quando decorre algum tempo, vinte anos suponhamos, sobre alguma coisa de que me lembro, às vezes é-me difícil distinguir se o vivi, o sonhei, o imaginei, ou, quem sabe, o escrevi (o que demonstra por outro lado, a força da fantasia: a vida imaginária também é vida).(...)"
do livro "A louca da casa" de
Rosa Montero
Vozes do Mundo - Editora
(pp. 140)

 
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