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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

2 ª feira.
Sinto um ligeiro aperto no peito.
Não é um buraco fisico.
Parece-me de outra índole.
A televisão deu um estouro no fim de semana.
O telemóvel funciona intermitentemente.
O leitor de cds deu o último suspiro.
Mas o meu buraco não encontra as causas nestas avarias.
É um buraco provocado pela dor dos olhos dos outros.
Por não saber dizer nada.
Por pensar em coisa alguma.
Ainda é 2 ª feira, dia 9.
E amanhã, será que ainda cá estamos?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Qual o sentido da vida?
Porque será que é mais difícil viver quando se decide estar parado?
Aprender a viver sem projectos é entrar numa espiral vazia de sentido e isso faz-me pensar em "O que dá sentido à vida?"

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

queria poder convidar a morte para vir,
vir devagar abraçar-me durante a noite
e,
deixar-me assim ir...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Estava a chover... Lembras-te?

PING...
PING...
PING...
PING...


Eu lembro-me... Bem.
PING...
PING...
PING...
PING...
Ora de um olho, ora de outro olho.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A fantasia do longe que parece perto

Estás mesmo perto.
Eu também.
Mas não conseguimos vermo-nos.

Estranho... Como podemos não tocar, mesmo quando estamos perto.

Estás tão e só te consigo tocar naquela terra dos sonhos.

domingo, 11 de novembro de 2007

Se pudesse, prendia os pés ao chão.

(....)

Enfiava a cabeça entre as nuvens.

(...)

Segurava a tua mão entre as sementes da minha mão.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Cada lágrima que cAi

é

apenas mais um sol que brilhou noutro diA.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

1,2,3...
Experiência!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Como se escrever me fizesse não esquecer.
Como se escrever me fizesse perder.
Como se escrever fosse apenas a forma disforme de não ser esquecida.
Como se escrever pudesse prolongar a dor que não sei onde pôr.
Como se escrever fosse um acto de suicídio constante, a ver se nunca se torna real.
Como se escrever pudesse alguma coisa para além de escrever.
Como se escrever me fizesse chorar em silêncio.
Como se escrever me fizesse não lembrar.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Rodopio. Rodopio. Rodopio. Rodopio.
E caio no fio negro
do vazio.
Rodopio. Rodopio.
Até já nada ver para além do fio negro do meio.

 
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