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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Este fim de semana caíram as pétalas das minhas tulipas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Semeias ventos e colhes tempestades

"De: Fernanda Soares [mailto:xx@xxx] Enviada: segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009 16:52Para: mv'Assunto: RE:

De: mv [mailto:XXXX] Enviada: quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2006 16:34Para: Fernanda SoaresAssunto:"

Ainda dizem que semear não dá frutos? Recebi esta semana uma resposta a um email que enviei há 3 anos. Ofereci um artigo para uma revista. Pediram-no agora.
Pergunto-me:
Será que há 3 anos era muito inovador? É que para mim é um tema menos interessante.
Faz-me lembrar que a paciência é uma virtude.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

sábado, 13 de dezembro de 2008

Uma das coisas que me faz sempre sorrir é ver um arco-íris perfeito. Seja onde for, mas quando isso acontece por entre os prédios de uma cidade como Lisboa, faz-me esboçar um sorriso ainda maior no meio da rua. É como se os arco-íris fizessem com que tudo fique mágico. Lisboa ficou mágica ontem sob um céu com um arco-íris perfeito. Se te pudesse dizer quanto te amo sob um arco-íris, irias fugir de receio que nos transformassemos em linhas de cores de fogo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

E a dentista disse:
"Com esta boca cabe tudo cá dentro"

terça-feira, 25 de novembro de 2008

ORGASMÁTICA?

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Pequenas coisas que nos fazem grandes

Agora tenho uma nova rotina na minha vida: acordo mais cedo para ir comprar pão fresco para o pequeno-almoço. Enquanto isso, aproveito para sentir a brisa na pele e olhar para o Rio Douro. Não mudou a minha existência, mas melhorou-a. Agradeço aquela mancha de água cada vez que olho para ela! sinto-me grAndE perante a beleza.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Hoje disseram-me uma coisa que me deixou a pensar: "- Que nervos, tão sorridente sempre!"
O problema maior é que isto foi dito em tom sério e quando brinquei com o comentário percebi que as pessoas falavam sério!
Não tenho uma vida facilitada, nem tenho tão pouco aquilo que desejo ter, mas sou feliz e sei rir. Quando olho para mim e para aqueles que me rodeiam acho que temos tanta sorte que não consigo deixar de rir, porque acho que se não o fizer vou ficar muito pequenina e desaparecer.
Se irrito uns por por me rir, fico feliz por animar outros com isso!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

"Oitavário"


Expressão da Mãe da Mariana, que designa pelo menos 7 dias de celebração para um grande acontecimento como este!


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A banda sonora de hoje é PLACEBO.
Aquela música que me faz partir para novos lugares
em busca de novidades.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Não vale a pena instalarmo-nos nesta vida, porque ela é apenas uma passagem!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Inverno and me # 1

Quando já não há mais paciência para se deprimir com o mundo,
o melhor é rir,
aproveitar para dar uma volta na baixa solarente num dia gelado
deste Inverno que chegou sem avisar!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Quem quer alinhar?


nem os dias de sol...

Por vezes, nem os dias de sol me fazem sentir apaixonada pelas coisas em geral. Por vezes, as coisas em geral são vazias de nada e absorvem todo o sol,
para nos deixar na sombra escura e fria da falta de paixão pelas coisas em geral.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

olá ó vida malvada

Tem alguma piada pensar que quando nos dedicamos a uma causa, assunto ou actividade deixamos de ter disponibilidade mental para outras quantas coisas, igualmente importantes na nossa vida. Tem menos piada quando olhamos para trás e parece que fizemos uma opção que não nos levou ao melhor caminho.
Eu gosto de escrever. Gosto de fotografar. Gosto de viver intensamente os momentos. Gosto de viajar e arriscar. Gosto de oferecer jantares e organizar festas. Gosto de dançar. Gosto de concertos.
2008 foi pobre em tudo isto que eu digo que gosto. Não escrevi, porque a minha criatividade foi usada nos projectos de trabalho. Fotografei menos do que desejava, porque passei muitos fins de semana a trabalhar. Vivi menos momentos intensamente, porque a intensidade emocional foi dedicada a trabalhar. Não dancei, porque não tinha tempo de ir para a Escola de Dança. E os concertos passaram-me ao lado...
O que não tem piada absolutamente nenhuma é olhar para tudo o que deixei de fazer e pensar que foi em vão, porque o reconhecimento foi menor e o enriquecimento profissional afinal depende de mais coisas do que a iniciativa e a criatividade...
O desafio agora é cortar com as rotinas deste ano e voltar ao que gosto de fazer, que depende mais da minha iniciativa e criatividade e cujo o reconhecimento são os momentos em que vivo apaixonada. E lembrei-me desta música:
"[...] Adeus vida atinada
Ter de dormir sete horas por dia
Ir para o trabalho e ainda é de noite
Sempre o mesmo a todas as horas
Adeus vida atinada
Das mil maneiras de passar fome [...]
Olá ó vida malvada [...]"
Xutos e Pontapés

domingo, 20 de julho de 2008

Um hino aos amigos

Saí à rua há meia hora e,
a luz que batia na beira do rio,
misturada com o odor do mar e as conversas das gaivotas, fez-me ter vontade de escrever a agradecer ao mundo viver num local tão mágico quanto este.
Daqui foi um saltinho até ao insónia procurar a bela descrição (prometida) sobre os pitéus da tulipa e, quase chorei com a beleza das palavras que descreveram estes dias na invicta, pelos pés do hmbf.
E hoje é com uma casa cheia de amizade que deixo aqui a cópia do texto (se gostarem deste, aproveitem e visitem http://www.antologiadoesquecimento.blogspot.com/):
OS PITÉUS DA TULIPA

De guarida no estúdio da Tulipa, com vista para o Douro e para uma escola de strippers, regressei à invicta das gaivotas em transe, dos gatos vadios, das varandas curvadas, das ruelas obscuras. Regressei devoluto ao Porto moderno, aportei moderno no Porto devoluto. Arrancada: sopa de feijão verde, cenoura e courgette, acompanhada de broa de Avintes e vinho verde gelado. No Centro Português de Fotografia, Virgílio Ferreira expõe peregrinos desfocados numa urbe iluminada por lâmpadas fluorescentes. Onde outrora o sol nascia, encontramos agora uma noite de perfis anónimos e nublados. Um passeio por Banguecoque, Macau, Hong Kong, Pequim, Xangai e Tóquio a lembrar o estranho lugar do amor filmado por Sofia Coppola. Do Curso Superior de Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar, uma mostra excepcional de trabalhos realizados pelos alunos do 1.º ao 3.º anos do curso. Artistas em construção, edifícios novos, encenados ou espontâneos, ainda com muito decoro na técnica mas a revelarem uma prometedora audácia. Igualmente audaz é o negócio da Utopia. Aguenta-se, ali escondida junto ao quartel da Praça da República. Aproveito para comprar Lacrimae Rerum, de Slavoj Zizek, que começo a ler com alguma desconfiança depois de ter visto uma dúzia de putos a praticarem pesca submarina em plena Avenida dos Aliados: «a ficção é mais real do que a realidade social de representar papéis»? Dúvidas que voltam a assolar-me quando ouço Janis Joplin na Ribeira ou o poema preferido da Marlene Dietrich num festival a decorrer no outro lado do rio. Deito-me com o gato Narciso a fazer-me cócegas nos pés e uma melodia na cabeça: «A strange kind of love / A strange kind of feeling / Swims through your eyes».

A peregrinação continua. Feijoada de legumes com camarões, vinho branco. Gosto daquela mistura de cogumelos, brócolos, feijão preto e malaguetas a sacar um ardor que apenas com mais ardor se mata. Passeio de eléctrico da Ribeira à Foz, ou quase, seguido de caminhada até Serralves. Pelo caminho, mendigos, muitos edifícios devolutos e barcos abandonados, contrastam com espaços comerciais desenhados como mandam as leis do design. Dou, por mero acaso, com a Fundação Eugénio de Andrade. Que o poeta tenha passado os seus últimos dias no Passeio Alegre, deixa-me consolado. Um passeio alegre é sempre um belo lugar para um poeta passar os seus últimos dias. Olho a inactividade daquele edifício como quem olha uma paisagem existente apenas na forma como cada um olha as coisas, uma paisagem subjectiva, inerente ao próprio olhar. Sigo assim caminho, embora ainda antes de chegar a Serralves um monumento ao esforço colonial português me tenha desdobrado as vistas. Ficção, realidade, documentário, cinema? Deixa-me cá explorar essa tal «tensão dialéctica entre realidade documental e ficção», mas na poesia de Manoel de Oliveira. Paro os olhos em Douro, Fauna Fluvial, embora com o pensamento estancado nos cínicos. Nem de propósito, acabo a rever aquela cena inesquecível de A Caça: um homem afunda-se lentamente num pântano, forma-se um cordão humano com a intenção de o salvar; os elementos desse cordão começam a discutir uns com os outros, dividem-se, esquecem-se do homem a afundar-se no pântano; excepto um maneta, que o acode enquanto grita por uma mão solidária. As árvores do jardim de Serralves são como aquele maneta. Só delas podemos esperar alguma atenção enquanto nos afundamos no pântano da realidade. Já desprotegido das sombras, segue o peregrino na direcção da noite. Francesinha no Taipas e Feijões, muito vinho, Smack My Bitch Up.
Quero dizer-te que fiquei durante alguns minutos só a olhar para a salada. Na companhia dos gatos, fiquei durante alguns minutos a escutar os diálogos, a observar as relações entre o tomate e a melancia, o ovo cozido e o ananás, a alface e o resto do mundo. Fiquei ali durante alguns minutos a pensar como tudo poderia ser mais belo se fosse mais simples, como tudo poderia ser mais simples se fosse mais belo. E foi assim que me pus a andar sem destino algum, simplesmente por andar a caminho de qualquer coisa, o que fosse, que pudesse ser simples. Dei alguns passos decadentes, visitei sinagogas desaparecidas, subi à Sé, desci à Ribeira, entrei em tascas imundas, visitei mercearias e profissões em vias de extinção, outras cada vez mais recorrentes, fui sempre junto ao rio até poder voltar a subir para lá das margens. Como se o meu corpo fosse a duna que se levanta para lá das margens. Quando nos predispomos a não querer, encontramos sempre o que nunca procurámos. Mais correcto será dizer que somos achados por quem nunca nos procurou: quando queremos andar só por andar, a observar não quem pretendemos que nos observe, mas a observar os nossos próprios movimentos na direcção de um nada que, súbita e inesperadamente, se transforma em tudo o que verdadeiramente importa. E tudo o que verdadeiramente importa é a dor que se desembaraça do corpo com outra dor ainda maior. O nosso corpo, assim aliviado dos relógios e dos mapas que o guiam quotidianamente, pressente nos acasos um diálogo simples e belo entre a liberdade que dá forma ao caos e o desejo que o contamina de uma ordem sempre muito pessoal. Descanso no Gato Vadio como um vadio sem pêlo, desnudado para fora da t-shirt suada, para dentro de duas cervejas pretas e das 535 Máximas 535, de Eastwood da Silva: «anda o mais possível a pé». E come farturas, e bebe cerveja, e fuma cigarros, e grita pelo Jim Morrison, e canta aquela velha canção: «sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul».

segunda-feira, 28 de abril de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

O mercado na praça - nas Caldas da Rainha!

Ontem fui ao mercado de legumes, fruta e flores numa praça nas Caldas da Rainha, ladeada ainda por alguns edifícios com fachadas belissimas.
Mas o belo foi mesmo esta relação entre MIM - OS VENDEDORES - AS COMPRAS. Sinto que comprei legumes que podiam ter saído de uma horta imaginária da minha casa imaginária com um quintal.
Como dou aulas lá às quintas, acho que começarei a fazer compras na praça da fruta.

terça-feira, 18 de março de 2008

Falência das relações "E-foram-felizes-para-o-resto-da-vida"

Tenho uma dúvida existencial:
Nos nossos tempos, já não se fazem relações como a dos meus pais,
que duram há 50 anos, pois não?
Assisto a rupturas naquelas relações em que eu acreditava, naquelas que considerava até ideais, naquelas que pareciam maduras e resistentes. Assisto a rupturas de relações que me serviam de exemplo para imaginar que o amor continua tão duradouro quanto está a ser o dos meus pais.
As minhas dúvidas existenciais andam à volta do seguinte:
1. Actualmente desiste-se de uma relação quando desaparece a paixão?
2. As pessoas não se querem comprometer, porque a lei da procura e oferta está muito liberalizada?
3. Ninguém faz esforços, porque se vende a ideia de que devemos ter relações sempre felizes?
4. Desaprendeu-se o velho hábito agrícola de regar as relações, com surpresas, coisas novas e aventura?
5. Trabalha-se demais e por isso não se tem tempo para investir seriamente em relações?
Desculpem...
Mas eu quero
continuar a acreditar
que é possível manter uma relação saudável e por muitos anos!
Alguém me explica porque teimam em querer acabar com este meu lado burguês de querer uma vida simples?

 
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