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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Paris

Um filme de Cedric Klapich.
Paris é um filme de vida, apesar de falar da morte. É um filme de despertar apesar da noite. Cheio de surpresas e emoções fortes, parece-me que se torna mais ou menos triste, na proporção em que estamos despertos para as possibilidades da vida e para o facto de podermos perder tudo a qualquer momento.
Paris. A vida está sempre acompanhada da morte. Esta é a realidade de quem está vivo e o filme recorda-nos isso de uma forma intensa. O que retirei daqui? O que tento repetir todos os dias: "Aproveita hoje porque amanhã poderei já não ter."

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A arte de roubar...

... É um filme de Leonel Vieira, com actores portugueses, falado em Ingês, com paisagem do alentejo e filmado em estilo Tarantino! é no mínimo inédito e no máximo insólito. Vale a pena ter a experiência.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

les Femmes de L'Ombre

Este Filme de Jean-Paul Salomé mostra a mesma guerra que já vimos vezes sem conta retratada nos ecrãns, mas aqui numa perspectiva feminina da condição das mulheres em época de guerra. Boas interpretações, uma história comum e, no fim uma vontade de chorar.

sábado, 15 de março de 2008

Beirute.
Barcelona. Boston. Bruxelas. Budapeste. Braga.
Mulheres
É incrível como em qualquer parte do mundo os problemas são tão semelhantes.
Vejam aqui: Caramel.

domingo, 9 de março de 2008

"A felicidade só é verdadeira quando partilhada"
e,
se quiserem perceber porque o digo,
vão vêr o filme

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A outra margem

O FILME que vi este ano e vou recordar como um dos melhores.


Mistura o prazer da fotografia com a música, a estória com os personagens, o drama com o ingénuo. Temos vontade de chorar, de rir e de saber mais sobre o que se passa para lá da tela. Preconceitos, liberdade, esperança e realização. Não é triste, mas apaixonante. Não é alegre, mas real.

Uma só palavra o descreve: B O N I T O

terça-feira, 15 de maio de 2007

La Educación de las Hadas

de José Luis Cuerda.
Este é um daqueles filmes que apetece ter em casa para rever uma e outra vez, talvez. É um desafio à nossa imaginação. Um desafio à capacidade de acreditar no mundo dos sonhos e da magia. Um desafio para acreditar que todos temos dentro de nós a capacidade de mudar a vida dos outros. As fadas andam por aí, basta acreditar nisso.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Mira Nair

The Namesake.
O último filme de Mira Nair. Aquela que fez o Kamasutra e o Casamento debaixo de chuva. Eu só vi estes dois, apesar de haver muitos mais.
Neste filme vemos o confronto cultural entre a Índia e o Ocidente de Nova York. O confronto geracional. A celebração da morte e da liberdade. Pegar numa almofada e num cobertor para conhecer o mundo. Sentimentos de estranheza num país que é quase o nosso. Regresso a um país que é nosso, mas onde as memórias não são as que temos. A procura do amor. O esquecimento do que é importante. Desistir quando não se encontra, para que logo a seguir nos apareça.
E é tão bonito vêr alguém dizer num filme algo que dissemos há 1 semana atrás. Faz-me sentir una como que em comunhão com um cosmos que não conhece culturas, nem tempos.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Quem me conhece já deve ter ouvido várias vezes o que vou escrever, mas neste momento emerge uma necessidade superior de colocar aqui por escrito. Da minha infância guardo a memória de três filmes que influenciaram escolhas, gostos, medos e sítios que escolhi visitar. Um deles, indiano, chamava-se "Irmãos Inseparáveis" - sei agora que deveria ser de Bollywood - e influenciou sem dúvida a minha paixão pela Índia e a sua cultura.
Outro, com o Kirk Douglas, não me lembro do nome, mas deixou-me sempre com o doce medo de quem nos persegue.
E o terceiro, sobre a vida da Edith Piaf, levou-me a gostar de Paris e das suas canções. Hoje fui ver o La Môme de Olivier Dahan. Relembrou-me porque tinha chorado a vê-lo na minha meninice. Lembrou-me porque fico sempre nostálgica quando ouço as suas músicas. E relembrou-me porque Paris para mim era o Paris de Piaf. A interpretação de Marion Cotillard é fabulosa e será a imagem que evocarei quando ouço estas músicas. Uma vida de perdas. Uma vida palcos. Uma vida, como tantas outras que me fazem pensar em como cada um pode fazer uso da sua própria.

Anjos exterminadores de...

... Jean-Claude Brisseau.

É um filme que pode perturbar algumas pessoas, quer com as cenas sensuais, quer com a realidade que o filme tenta demonstrar. As cenas eróticas são de uma beleza quase pueril. A realidade que habita na cabeça de cada pessoa, neste caso, de cada mulher, relativamente às fantasias sexuais. Esta realidade pode não gostar de estar exposta. Pode perturbar. Pode questionar a sexualidade e até onde vai o desejo sexual de cada um de nós. Pode abanar as estruturas da heterosexualidade ou da homosexualidade com que sempre nos habituamos a viver.
Eu particularmente gosto de filmes que mexem com os nossos desejos, medos ou crenças.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Lindo!

Uma família à beira de um ataque de nervos

Um filme absolutamente imperdível. Como é que num drama se chora de tanto rir? Eu chorei a rir. Não conseguia parar de rir. E isso não é uma coisa comum, nem tão pouco fácil. Não rio assim tanto quanto isso nos filmes que vejo. Choro com mais facilidade nos filmes, contudo este puxou um riso misturado com ternura e magia.

Uma família tão desajustada quanto algumas que conheço. E a constatação de que é nos limites que percebemos algumas das coisas mais importantes que nos rodeiam. Um forte sentido crítico ao sonho americano.

Uma história de chorar que nos faz rir muito!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Diamante de sangue.

Um filme forte.

Fechei os olhos para não ver as atrocidades que sei não serem apenas ficção. Contudo vi o suficiente para recordar outros filmes sobre África. Outros que me fizeram chorar. Este também fará chorar qualquer pessoa que tenha os olhos ainda com água suficiente para deitar fora.

Um filme simples. Com boas representações e alguns pontos que caracterizam os Africanos ou aqueles que algum dia andaram por aquelas paragens. A terra que se entranha na alma. A riqueza que provoca pobreza. As crianças que não são. E as rivalidades tribais pagas pelos senhores da guerra que vão às Nações Unidas oferecer a sua compreensão pelos povos em guerra constante.

Paisagens magníficas, porque a "Serra Lea quando estiver em paz será um paraíso"...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Fui ver o Scoop e o Apocalypto.

De um gostei. Do outro não.
Um fez-me rir. O outro nem me fez chorar.
O primeiro apesar de ser nitidamente para entreter, ainda encontrei aspectos para pensar. O segundo, talvez feito para promover o pensamento, nem sequer me entreteu.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Início de temporada

Estou obviamente a falar da temporada cinematográfica. Por acaso, não é assim tão óbvio, mas já tinha escrito a palavra e não me apeteceu apagar. Acontece-me isso às vezes. Escrevo determinado texto por ter saído uma palavra ao acaso ou fruto de um engano. Agora já ficam a saber de onde vêm determinadas coisas.

Voltando ao início: este ano fui três vezes ao cinema. Fui ver "A ciência dos sonhos", "O amor não tira férias" e o "Apocalypto". E escrevo apenas para dizer que tenho pouco para dizer dos filmes. O que quer dizer que eles cumpriram poucos dos critérios com que avalio os filmes (veja 1º post sobre Dias de Tela). E quando é assim, alguns podem cumprir a sua função lúdica. "O amor não tira férias" cumpre esse critério. Faz-nos rir. Faz-nos querer que o Jude Law nos bata à porta bêbado! Nos outros dois podem encontrar-se uma ou outra coisa interessante, mas em comum têm a mensagem de que nós vemos o que queremos e corremos na vida em função do quanto acreditamos nisso. Como poderão imaginar, cada qual à sua maneira.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Enquanto estive doente, parte das minhas horas foram passadas a ver filmes. Decidi ver aqueles filmes que alguém me falara e que nunca tinha visto.

Antes de avançar e expor aqui os filmes que vi, decidi fazer uma pequena análise. É interessante pensar no que me faz gostar de um filme. Nem sei bem se algum dia me dei a esse trabalho. De uma forma sistemática não. Talvez no meio de conversas já tenha referido alguns dos motivos.

Então vejamos:
1. A fotografia do filme;
2. A banda sonora;
3. O enredo;
4. Mostrar culturas, sociedades ou épocas diferentes da minha;
5. A forma que o filme tem;
6. (O mais importante.) Ficar a pensar em alguma coisa no fim do filme;

Sendo assim, o que são para mim filmes inesquecíveis são os que fiquei a pensar na vida que me rodeia em geral e na minha própria vida. E por isso, o que hoje é um filme que gosto muito, amanhã pode não o ser e, obviamente vice-versa.

Depois desta pequena introdução, passo a mostrar quais os filmes que acompanharam os meus dias:

Alta Fidelidade

Uma mistura do papel da música nas nossas vidas misturado com uma análise sobre o comprometimento emocional aos 30 anos. O revisitar das relações do passado para perceber a relação actual. O revisitar para compreender o que se quer para o futuro. A análise do entusiamo em conhecer alguém pela oposição do medo de se manter a construção de uma relação já conhecida. E o papel da música. O papel da música fez-me lembrar a coletânea que fiz para oferecer ao meu amor, com todas as letras a dizerem-lhe o que eu nem sempre sou capaz de lhe dizer... Quem nunca fez isto? Quem nunca teve medo de se comprometer, por achar que poderia conhecer uma pessoa com quem se entendesse melhor, de quem gostasse ainda mais e se sentisse mais completo?

Water

Um filme lindo sobre as viúvas na Índia dos anos 30. Um filme sobre a anulação do papel pessoa em prol de um papel aparentemente menor, o de mulher. A submissão aos costumes de uma religião que por vezes só serve os interesses pessoais. E fez-me lembrar quantas atrocidades não se comentem mascaradas de interesses superiores e aparentemente grandiosos.

A domadora de baleias

Quem nunca quis desesperadamente agradar a alguém sem o conseguir? Quem nunca chorou por se sentir pouco capaz? Quem nunca pensou usar poderes mágicos para mudar alguma coisa?

Os Maoris. As lendas. Um povo. As baleias.

Romance e cigarros

É um musical interessante, divertido e profundo. Mostra um pouco a realidade da amante, da mulher atraiçoada e de como o homem decide quando se confronta com a escolha. E como diz uma minha amiga "alguns filmes baseiam-se em realidade, portanto o que lá acontece é provável que se repita na vida comum".

Magnólia

É um filme com uma carga emocional fortíssima. O confronto com a morte e com tudo o que as pessoas querem fazer quando a sentem por perto. É uma história de expiação dos erros do passado, num presente que se cruza com todos os personagens.

 
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