quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

queria poder convidar a morte para vir,
vir devagar abraçar-me durante a noite
e,
deixar-me assim ir...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Estava a chover... Lembras-te?

PING...
PING...
PING...
PING...


Eu lembro-me... Bem.
PING...
PING...
PING...
PING...
Ora de um olho, ora de outro olho.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Istambul # 5


Istambul # 4


Istambul # 3


Istambul # 2


Istambul # 1


(a)varias

Ontem um amigo disse-me que eu "era do tipo frigorífico". (Pelo menos, espero que ele se referisse a um Smeg Vermelho.)
A médica disse que me aconselhava, segundo as dicas da Sociedade Portuguesa para o Estudo de Obsidade. (Acho que me chamou obesa.)
De manhã,
não encontro disco que me apeteça ouvir (parece que colecciono música deprimente) e,
por isso os dias ficam cinzentos, um atrás do outro.
Tenho um jantar de aniversário, com 7 pessoas, onde sou a única rapariga. (Qualquer dia tenho um pénis).

O meu quotidiano anda a precisar de um abanão. Parece-me. Preciso de caminhar mais e procurar música mais animada e...

She will allways be a broken girl|She Wants Revenge

She buys a new dress for the party
she always looks good in red
turns around in front of the mirror
and dissappears inside of her head
she wonders if he'll even remember
she aked him in a casual way
just in case he didnt want to go with her
in that event she knew just what she would say
she thought of maybe asking a girlfriend
even though she only has one or two
she's always done much better with boys anyways
so who needs girlfriends
pacing nervous cross the floor of the bedroom
gripping tight the phone in her hand
fighting back the rush of emotions
and dreaming of just having a man
[chorus]
its a long walk
and the music is loud
she sees an old friend,
she walks though the crowd
puts on her best smile
but underneath she's a broken girl
Now, its a long walk
and the music is loud
she sees an old friend,
she walks though the crowd
puts on her best smile
but underneath she's a broken girl
she struggles with an awful decision
stay at home or walk it alone
her mother does her best to console her
her father doesnt know what to say
puts on her make up
puts on the new dress
holds her head high then gets in the car
tells herself that no one will notice
assuming she can make it that far
on the way she imagines reactions
cupped hands whispering into ears
secretly hoping that he'll be there watching, and
she's also hoping he won't
walking tentative alone up the driveway
sees some people smoking off the the side
she stops and waits until they go back in
crosses her fingers and follows behind
[chorus]

he'll never get you
he will never understand
he'll never get you
you can find a better man
(x9)
this might be the time you break down
(x6)
hush child don't make a sound
Entre 14 músicas a minha favorita é a 7.
Percebe-se porquê?

domingo, 10 de fevereiro de 2008

rotinas

Não gosto de ter tudo programado,

digo não gostar de rotina,

mas gosto de ter coisas certas que sei que acontecem sem que eu me esforce.


Não serão estas as minhas rotinas?



E já agora? Já ouviram falar da cronobiologia?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Chile #10


Chile #9


Chile #8


Chile #7


Chile #6


Chile #5


Chile #4


Chile #3


Chile #2


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Chile #1


Porto Sentido|Rui Veloso

Quem vem e atravessa o rio
junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
dirigida sobre um monte
no meio da neblina.

Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.

E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria

Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa


Deve ser por isto que gosto de regressar.
Devem ser as ruelas e calçadas.
Devo ter em mim qualquer coisa de primeira vez cada dia que acordo.

Auschwitz # 4


Auschwitz # 3


Auschwitz # 2


Auschwitz # 1


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A fantasia do longe que parece perto

Estás mesmo perto.
Eu também.
Mas não conseguimos vermo-nos.

Estranho... Como podemos não tocar, mesmo quando estamos perto.

Estás tão e só te consigo tocar naquela terra dos sonhos.

Dos dias que menos gosto, são aqueles em que sinto qualquer coisa, mas não sei o quê.

Argentina # 10


Argentina # 9


Argentina # 8


Argentina # 7


Argentina # 6


Argentina # 5


Argentina # 4


Argentina # 3


Argentina # 2


Argentina # 1


terça-feira, 15 de janeiro de 2008

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Imagine| John Lennon

Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one
Eu sou assim: Uma sonhadora incontrolável!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Gosto muito de viajar,
mas gosto ainda mais de chegar à minha cidade

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Dia 25 ou 26???


"Quem tem amigos
não morre na cadeia"

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Jorge Palma | Encosta-te a mim

Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.

Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhadaf
oi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.


Encosta-te a mim

Encosta-te a mim

Quero-te bem.

Encosta-te a mim.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Acabo este ano, bem melhor do que terminei o anterior e, Tenho-A-Certeza-que-Terminarei-2008-ainda-melhor!!!
Um ano Feliz!

Kafka à beira-mar

"Por outras palavras, cada um vive para sempre fechado dentro da sua própria biblioteca."
pp. 584
De recordações...
"Às tantas, acabas por adormecer. E, quando acordas, tornou-se realidade.
Fazes parte de um mundo novo."
pp. 589
de Haruki Murakami
Casa das letras
Um daqueles livros que lerei outra vez, com toda a certeza. Profundo. Labiríntico e cheio de recantos para descobrir e re-descobrir. Tentei prolongar a finalização ao máximo, porque se encontram poucos livros tão envolventes!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Parar no tempo, porque se pensa melhor, quando o tempo parece não passar.
Andei assim 3 semanas: parada no meu tempo a pensar.
E pensei. E decidi. E o processo de contínua transformação mantém-se.
(Sinto-me uma flor entre flores. Parada no meu jardim.)

Linda: de tirar o fôlego! - Radiohead|Nude

Don't get any big ideas
They're not gonna happen
You paint your smile
And fill the holes
There'll be something missing
Just when you found it
It's gone
Just when you feel it
You don't
It's gone forever

She stands stark naked
And she beckons you to bed
Don't go, you'll only want
To come back again


So don't get any big ideas
They're not gonna happen
You'll go to Hell
For what your
Dirty mind is thinking


And now that you found it
It's gone
Now that you feel it
You don't
It's gone forever

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

sem ter a intenção de amá-lo.
Não é minha, mas concordo totalmente.

domingo, 18 de novembro de 2007

Sinto como se pintar aquele quadro me tivesse devolvido a alma perdida,
a fé nas possibilidades inúmeras que temos e a capacidade de encontrar.
Sinto que pegar em fotografias impressas e colocá-las num album,
me devolveu a capacidade de me prender.
Atingir o equilíbrio perfeito entre a liberdade de escolher e a dependência de ficar.
Assim se sente uma tulipa violeta!

sábado, 17 de novembro de 2007

True Faith - New Order

I feel so extraordinary
Somethings got a hold on me
I get this feeling Im in motion
A sudden sense of liberty
I dont care cause Im not there
And I dont care if Im here tomorrow
Again and again Ive taken too much
Of the things that cost you too much
I used to think that the day would never come
Id see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me
near
To the childhood I lost, replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun...

When I was a very small boy,
Very small boys talked to me
Now that weve grown up together
They're afraid of what they see
Thats the price that we all pay
Our valued destiny comes to nothing
I cant tell you where were going
I guess there was just no way of knowing
I used to think that the day would never come
Id see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me near
To the childhood I lost, replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun...


I feel so extraordinary
Somethings got a hold on me
I get this feeling Im in motion
A sudden sense of liberty
The chances are weve gone too far
You took my time and you took my money
Now I fear youve left me standing
In a world thats so demanding
I used to think that the day would never come
Id see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me near
To the childhood I lost, replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun...

Hoje acordei a ouvir esta música: I feel so extraordinary!

Quem mexeu no meu queijo

Ontem à noite voltei a pegar neste pequeno livro, escrito com piada, uma metáfora para mostrar como podemos reagir à mudança. Não tinha o meu livro de cabeceira e achei que já era tempo de voltar a pensar nas várias formas com que olhamos para a mudança. Esta metáfora fala de quatro formas de olharmos e vivermos a mudança inevitável com que temos de lidar de tempos a tempos, em qualquer das áreas da nossa vida.



"Quanto Mais Cedo Te Libertares do Velho Queijo,

Mais Depressa Encontrarás Um Queijo Novo"

In Quem Mexeu No Meu Queijo

de Dr. Spencer Johnson

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A outra margem

O FILME que vi este ano e vou recordar como um dos melhores.


Mistura o prazer da fotografia com a música, a estória com os personagens, o drama com o ingénuo. Temos vontade de chorar, de rir e de saber mais sobre o que se passa para lá da tela. Preconceitos, liberdade, esperança e realização. Não é triste, mas apaixonante. Não é alegre, mas real.

Uma só palavra o descreve: B O N I T O

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Touch & Go - Straight... to number one

Yeah


Ten . . . kiss me on the lips
Nine . . . run your fingers through my hair
Eight . . . touch me . . . slowly


Hold it!


Let's go straight . . . to number one



Seven . . . lips
Six . . . slooowly
Five . . . fingers
Four . . . play



. . . to number one



Let's go straight . . . to number one

One [repeating]

Touch me . . .


Let's go straight . . .



One [repeating]. . .



to number one



Lips
Fingers
Feel it?



One [repeating]




Ten
Nine
Eight
Seven
Six
Five
Four
Three
Touch and go . . .. . .
to number one

Numa nova relação: estamos nós e os traumas das relações anteriores....
(É pouco positivo, mas realidade!)
Numa relação de longos anos, estamos nós e as experiências dessa mesma relação.

SERÁ QUE A CONCLUSÃO É QUE SOMOS SEMPRE NÓS E TODOS OS OUTROS QUE PASSARAM PELA NOSSA VIDA?
É treta então dizer que queremos estar sozinhos?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007


"XXX diz:
obrigado pela bela noite de sábado
XXX diz:
a minha vida sem ti não seria tão agradável quanto é" *
* Frases que recebemos no msn e nos fazem abrir um largo sorriso!

domingo, 11 de novembro de 2007

Uma das coisas que me deixa mais infeliz é sentir-me palerma a avaliar as pessoas!

Se pudesse, prendia os pés ao chão.

(....)

Enfiava a cabeça entre as nuvens.

(...)

Segurava a tua mão entre as sementes da minha mão.

"- Agora tenho de ir!"
"- Vai... Vai espalhar a tua sensualidade"*
*Os diálogos que nos ficam de uma noite de copos.

sábado, 10 de novembro de 2007

O café da manhã

Existem algumas coisas muito boas no quotidiano!
Uma delas é acordar, ir à varanda e ver a água do rio a correr. Pegar no mp3 e ir pela beira rio comprar o pão. Sentar-me na poltrona com o café acabado de fazer, pão com manteiga, o livro sobre as pernas e saborear cada gosto, cada linha, cada som que vem da rua. Tudo em simultâneo como que de uma festa dos sentidos se tratasse. Como gosto de agradecer estas coisas boas do quotidiano, para as sentir dia após dia.
Sinto-me enamorada pelas rotinas das coisas boas do quotidiano!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

"querida tulipa, muito gostaria que fosses uma orquídea, mas tambem tens que existir para que a orquídea seja mais bela ou mais de meu agrado (...)"
Assim começou o anónimo o seu comentário. Será que precisamos realmente de uma tulipa para ver beleza da orquídea? A mim, parece-me que o que vemos está para além das cores da tulipa, da magnólia ou da orquídea. Como já dizia O Principezinho: O essencial é invisível aos olhos.
Parece-me antes que temos que abrir bem a alma para ver para além das flores que rotulamos como mais belas.

The Knife

I'm in love with your brother
what's his name?
I thought I'd come by
to see him again
when you two dance
doh what a dance
when you two laughe
doh what a laugh
has he mentioned my age love?
or is he more into young girls with dyed black hair?

I'm in love with your brother
I thought I'd come by
I'm in love with your brother
yes I am
but maybe I shouldn't ask for his name
and you dance
doh what a dance
and you laughedoh what a laughd
oes he know what I do?
and you'll pass this on, wont you?
and if I ask(s) him once what would he say?
is he willing?
can he play?
if I ask(s) him once what would he say?
is he willing?
can he play?
does he know what I do?
and you'll pass this on, wont you?
and if I ask(s) him once what would he say?
is he willing?
can he play?


I'm in love with this music!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

É dificil decidir se deves avançar ou parar?


Joe Cocker

You are so beautiful to me
You are so beautiful to me
Can't you see
Your everything I hoped for
Your everything I need
You are so beautiful to me


Such joy and happiness you bring
Such joy and happiness you bring
Like a dream
A guiding light that shines in the night
Heavens gift to me
You are so beautiful to me

Sem título



Eu vou. Até porque sou um bocado inconformada, sindicalista e gosto de acreditar que luto por uma vida mais justa e que isso trará um mundo mais justo.

Equidade. Liberdade.

Tenho-me esforçado por conhecer o sabor de ambas as palavras.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Um sol que nasce, cada dia que acordamos!


"Aproximação" da escrita

Sei exactamente onde quero estar dentro de um ano...
Estou nos preparativos!*
*Voltei de lá... De onde eu estive afastada.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida!
E não conto porquê... É segredo!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Posso morrer se não me amarem como mereço...
E já morri tantas vezes.

Eu e todos os outros que fazem parte de mim


domingo, 1 de julho de 2007

O que faz uma pessoa especial é o mesmo que faz todas as pessoas especiais, portanto em última análise somos todos iguais.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Gostaria de solicitar a vossa participação nesta entrevista semi-estruturada on line! Pode ser que me ajudem a perceber algumas coisas na sociedade em geral.
1. Sabem o que vos faz feliz?
2. Ganham dinheiro suficiente para aquilo que desejam?
3. Sentem que as expectativas que tinham para a vossa vida estão a concretizarem-se?
4. Sentem-se realizados na profissão que têm?
5. As vossas relações afectivas satisfazem-vos?
6. Conseguem escolher o que vos pode conduzir a uma sensação de concretização?
Obrigada pela participação!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Afastamento da escrita, porque....

... ando a pensar (além de dormir muito) em:


Onde é que eu quero estar dentro de um ano?
Como?
Com quem?
A fazer o quê?

terça-feira, 15 de maio de 2007

Dois podem ser apenas um


La Educación de las Hadas

de José Luis Cuerda.
Este é um daqueles filmes que apetece ter em casa para rever uma e outra vez, talvez. É um desafio à nossa imaginação. Um desafio à capacidade de acreditar no mundo dos sonhos e da magia. Um desafio para acreditar que todos temos dentro de nós a capacidade de mudar a vida dos outros. As fadas andam por aí, basta acreditar nisso.

Existem pessoas que evitam as situações de partilha de rotinas
e as situações casuais de dia-a-dia.
Pergunto porque o farão? Será que assim se mantêm mais protegidas da perda? Será que evitam que os outros sejam parte delas próprias? Será que não conseguem partilhar as suas vidas com outras pessoas específicas, mas apenas com a generalidade das pessoas?

Não consigo responder a nenhuma das questões e se me esforçasse ainda conseguiria outras tantas.
Sei apenas o que me dói a relação que tenho com uma pessoa assim.

domingo, 13 de maio de 2007

Hoje estava a pensar que Gostava de ter dinheiro para me tornar numa CONSUMISTA: de livros, de discos, de filmes, de cinema e teatro, de concertos, de SPA's, de vinhos e comida, de viagens, de roupa interior e exterior, de cursos...


Mas se trabalhasse para ser assim, deixava de ter tempo para usufruir de tudo isso, não?

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Ela diz:
"- Sou medíocre em tudo o que faço!"
Ao que ele responde:
"-Auto-crítica é positivo, mas já pensaste em ter auto-compaixão para contrabalançar?"

terça-feira, 8 de maio de 2007

É dificil mudar de humor,
se há minha volta continuam todos os contextos exactamente iguais!

Deixei de acreditar na magia do:
"Um dia qualquer coisa mágica vai acontecer e eu sentir-me-ei tão grata quanto feliz"
Parece que ou bem que fazemos por isso, ou bem que não acontece nada.
Também parece que por vezes existem contextos mais ou menos propícios.

Qualquer coisa semelhante com um diálogo da Moushumi Mazumdar
(Namesake de Mira Nair):
"Quando percebi que nunca seria devidamente amada, decidi optar pelas aventuras..."
Há apenas duas semanas concluí algo de muito semelhante.
Ou a realizadora conseguiu captar um nicho de emoções, ou este sentimento é mais comum do que pensei.

A vida pode ser vista à luz da vida de uma árvore.

Nuns anos, o importante é deixar crescer a copa. Noutros, precisamos de reorganizar as raízes para que seja possível suportar o crescimento da copa. Por vezes, não admitimos que vale mais deixar secar um ramo do que perder toda a árvore. Outras vezes, não percebemos que enquanto reorganizamos as raízes estamos vivos e não deprimidos. Outras, ainda, temos que saber viver com uma poda mal feita e aproveitar a aprendizagem para o futuro. Noutras, pensamos que temos uma árvore invencível face a todas as tempestades e quase caímos, porque não sustentamos as raízes. E é importante não esquecer que apesar da nossa árvore nem sempre ser a mais perfeita, não devemos por isso, atirar com todas as folhas pelo ar. Porque se despimos todas as folhas, um dia a árvore pode desistir de criar. E quando não temos folhas, nem flores, devemos ser pacientes, porque em breve irão crescer novas...
A minha vida a partir de um tronco de árvore.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Se estiver atenta, parece que encontro sempre a resposta para as dúvidas.
Hoje aconteceu isso, enquanto via uma das luzes mais incríveis de fim de tarde a bater nos troncos das árvores do Parque da Cidade.

Às vezes parecemos que precisamos de dar a volta ao mundo,
para percebermos que sempre tivemos o que precisamos ao nosso lado!
Onde é que eu já ouvi isto???

Por ordem de preferência:
1. Crónica do Pássaro de Corda, de Haruki Murakami, casadasletras

Surrealista. Envolvente. Nem se sabe muito bem por onde andamos. Não se sabe o que nos espera em cada virar de página. Surpreendente. Uma viagem pelos caminhos da mente e da sociedade nipónica.

2. Aroma, de Radhika Jha, Dom Quixote

A minha Índia uma vez mais. A condição feminina. Amor. Paixão. Especiarias. Numa história em que o amor assume variadas formas. O cheiro. As refeições indianas. As histórias por detrás dos cheiros.

3. O último alquimista, Micah Nathan, Publicações Pena perfeita

Ora bem... Não parei enquanto não cheguei ao fim à espera de qualquer coisa que não encontrei. Uma desilusão. Deve ser o papel da alquimia: correr atrás de algo que não existe.

Mira Nair

The Namesake.
O último filme de Mira Nair. Aquela que fez o Kamasutra e o Casamento debaixo de chuva. Eu só vi estes dois, apesar de haver muitos mais.
Neste filme vemos o confronto cultural entre a Índia e o Ocidente de Nova York. O confronto geracional. A celebração da morte e da liberdade. Pegar numa almofada e num cobertor para conhecer o mundo. Sentimentos de estranheza num país que é quase o nosso. Regresso a um país que é nosso, mas onde as memórias não são as que temos. A procura do amor. O esquecimento do que é importante. Desistir quando não se encontra, para que logo a seguir nos apareça.
E é tão bonito vêr alguém dizer num filme algo que dissemos há 1 semana atrás. Faz-me sentir una como que em comunhão com um cosmos que não conhece culturas, nem tempos.

Palavras para quê?


quarta-feira, 2 de maio de 2007

terça-feira, 1 de maio de 2007

Quem me conhece já deve ter ouvido várias vezes o que vou escrever, mas neste momento emerge uma necessidade superior de colocar aqui por escrito. Da minha infância guardo a memória de três filmes que influenciaram escolhas, gostos, medos e sítios que escolhi visitar. Um deles, indiano, chamava-se "Irmãos Inseparáveis" - sei agora que deveria ser de Bollywood - e influenciou sem dúvida a minha paixão pela Índia e a sua cultura.
Outro, com o Kirk Douglas, não me lembro do nome, mas deixou-me sempre com o doce medo de quem nos persegue.
E o terceiro, sobre a vida da Edith Piaf, levou-me a gostar de Paris e das suas canções. Hoje fui ver o La Môme de Olivier Dahan. Relembrou-me porque tinha chorado a vê-lo na minha meninice. Lembrou-me porque fico sempre nostálgica quando ouço as suas músicas. E relembrou-me porque Paris para mim era o Paris de Piaf. A interpretação de Marion Cotillard é fabulosa e será a imagem que evocarei quando ouço estas músicas. Uma vida de perdas. Uma vida palcos. Uma vida, como tantas outras que me fazem pensar em como cada um pode fazer uso da sua própria.

Anjos exterminadores de...

... Jean-Claude Brisseau.

É um filme que pode perturbar algumas pessoas, quer com as cenas sensuais, quer com a realidade que o filme tenta demonstrar. As cenas eróticas são de uma beleza quase pueril. A realidade que habita na cabeça de cada pessoa, neste caso, de cada mulher, relativamente às fantasias sexuais. Esta realidade pode não gostar de estar exposta. Pode perturbar. Pode questionar a sexualidade e até onde vai o desejo sexual de cada um de nós. Pode abanar as estruturas da heterosexualidade ou da homosexualidade com que sempre nos habituamos a viver.
Eu particularmente gosto de filmes que mexem com os nossos desejos, medos ou crenças.

Aqueles que vão além do possível.


Xutos e Pontapés

Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,vai quem
já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder
Fico sempre com a sensação de que este é o caminho com uma luz ao fundo da rua escura.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Porque será mais fácil nos convencermos que estamos tristes, do que convencermo-nos que estamos felizes?
Serão os sinais dos tempos modernos?

segunda-feira, 23 de abril de 2007

António Variações

Nao consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra nao chegar tarde
Nao sei de que é que eu fujo
Sera desta solidao
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mao
Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfacao
Nao consigo compreender
Sempre esta sensacao
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde nao estou
Estou bem aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde nao estou

domingo, 22 de abril de 2007

Jay Jay Johanson

Neste caso, o melhor elogio que lhe posso fazer é:

"Ele até podia ser impotente, desde que me cantasse ao ouvido..."
Ouvi-lo cantar, com aquela voz forte, sempre com um sorriso nos lábios é um bálsamo para os olhos e para a alma. Foi assim, com pouca gente na Indústria, que ele nos presenteou com um concerto. Acompanhado com um piano e alguns sons gravados no computador. Mas sempre com a sua voz a encher a sala meio cheia. Com a sua presença calma e simpática. Presenteou-nos com músicas extra que procurou no seu computador por já não estarem no alinhamento e fez publicidade para o seu próximo concerto, desta vez com músicos.
Vim embora com o retrato de vários amores no ouvido e a saudade de...

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Um Funeral: O luto.

Tive uma piriquita durante 4 anos e meio. Agora morreu.

Como passava muito tempo sozinha em casa, resolvi levá-la para o meu local de trabalho. Ficou lá. Uns dias fazia mais barulho e faziam queixa dela. Outras ficava só ali a olhar. Mas nunca a deixei fugir para fora da gaiola, porque achei que não saberia viver em liberdade. Também nunca lhe arranjei um companheiro de cativeiro. Até ontem...

Ontem trouxe um piriquito verde para fazer companhia à piriquita azul. Deram umas bicadas quando os juntei. E deixei-os a passar a noite.

Hoje ia alegre para ver se a piriquita estava feliz por finalmente ter companhia. E a piriquita jazia no fundo da gaiola. Acho que o coração pequenino parou de bater quando finalmente conheceu o amor verdadeiro. Não sobreviveu à emoção da companhia. Já não estava sozinha em cativeiro. Finalmente tinha conhecido a companhia.

Tive pena de lhe ter trazido companhia quando já não tinha o coração forte.

Morreu a piriquita azul... Só me correu uma lágrima. E depois um sorriso porque tinha conhecido o amor antes de morrer.

domingo, 15 de abril de 2007

cocorosie:

dia 14 de Abril
na Aula Magna

Na brincadeira disse:
- "Avalio os concertos pelo número de lágrimas que me provocam".
O concerto das irmãs Coco Rosie foi lindo. Uma delas é uma pequena fada em palco que canta ópera, enquanto a outra tem uma voz especial num corpo masculino. As duas fazem uma combinação de perfeita harmonia entre os vários sons que compõem as suas músicas. Bastou começar a primeira música para entrar noutra dimensão, noutro mundo... Bastou a música para me ajudar a sonhar, para percorrer novos caminhos e imaginar novas formas de andar. É isto que aprecio num concerto. É por isto que agradeço aos artistas que me proporcionam estes momentos. É por isto que nunca me canço de ir atrás de um ou outro espectáculo que tenho a certeza que me irá transportar até um cometa perto da lua.
Coco Rosie.
A fixar algumas das fotografias mentais que tirei entre as 22:30 e as 00:30.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Os trinta...

Ouvi uma frase que me fez pensar e ter vontade de escrever sobre ela:
"Olhei para o meu futuro e não vislumbrei nada!"
E isto fez-me pensar em conversas que tenho tido com algumas pessoas. Algumas pessoas com idades mais ou menos como a minha. Nos trintas. Pessoas que atravessam crises semelhantes. Ou que não vislumbram o futuro ou que não sabem o que querem vislumbrar. Sinto como que uma crise de identidade. Pessoas que não se sentem ainda realizadas profissionalmente, nem pessoalmente. Pessoas que têm medo de estar atrasadas em relação ao que era suposto.
Quando olho para o meu futuro, não tenho a certeza se vislumbro alguma coisa. Já tive muitos sonhos e quanto mais o tempo passa, parece que menos são possíveis.
Parece que preciso de parar para captar novos sonhos. Adaptar-me aos que não são possíveis. Conhecer novos. Fazê-los.
Tenho estado parada desde então para me adaptar a um patamar diferente.
- Os trinta dos sonhos que ainda não realizaram.
- Os trinta dos novos sonhos.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

A luz aparece quando menos se espera


Passou-se qualquer coisa.
Não sei bem o que se passou.

Sou incapaz de escrever mais de quatro linhas.
Não me sinto capaz de escrever.

O que se passou?

Abriu a época das caminhadas pelo Parque da Cidade.
Custou...
Mas finalmente chegou!
A ver se consigo oxigenar o cérebro.

 
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