quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Parece que o sentido da vida neste caso se resume a uma questão BIOLÓGICA!
Esta coisa de ser mulher é mesmo difícil... Mas de qualquer das formas aqui ficaram algumas dicas para quando se fica deprimido.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Qual o sentido da vida?
Porque será que é mais difícil viver quando se decide estar parado?
Aprender a viver sem projectos é entrar numa espiral vazia de sentido e isso faz-me pensar em "O que dá sentido à vida?"

domingo, 20 de julho de 2008

Um hino aos amigos

Saí à rua há meia hora e,
a luz que batia na beira do rio,
misturada com o odor do mar e as conversas das gaivotas, fez-me ter vontade de escrever a agradecer ao mundo viver num local tão mágico quanto este.
Daqui foi um saltinho até ao insónia procurar a bela descrição (prometida) sobre os pitéus da tulipa e, quase chorei com a beleza das palavras que descreveram estes dias na invicta, pelos pés do hmbf.
E hoje é com uma casa cheia de amizade que deixo aqui a cópia do texto (se gostarem deste, aproveitem e visitem http://www.antologiadoesquecimento.blogspot.com/):
OS PITÉUS DA TULIPA

De guarida no estúdio da Tulipa, com vista para o Douro e para uma escola de strippers, regressei à invicta das gaivotas em transe, dos gatos vadios, das varandas curvadas, das ruelas obscuras. Regressei devoluto ao Porto moderno, aportei moderno no Porto devoluto. Arrancada: sopa de feijão verde, cenoura e courgette, acompanhada de broa de Avintes e vinho verde gelado. No Centro Português de Fotografia, Virgílio Ferreira expõe peregrinos desfocados numa urbe iluminada por lâmpadas fluorescentes. Onde outrora o sol nascia, encontramos agora uma noite de perfis anónimos e nublados. Um passeio por Banguecoque, Macau, Hong Kong, Pequim, Xangai e Tóquio a lembrar o estranho lugar do amor filmado por Sofia Coppola. Do Curso Superior de Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar, uma mostra excepcional de trabalhos realizados pelos alunos do 1.º ao 3.º anos do curso. Artistas em construção, edifícios novos, encenados ou espontâneos, ainda com muito decoro na técnica mas a revelarem uma prometedora audácia. Igualmente audaz é o negócio da Utopia. Aguenta-se, ali escondida junto ao quartel da Praça da República. Aproveito para comprar Lacrimae Rerum, de Slavoj Zizek, que começo a ler com alguma desconfiança depois de ter visto uma dúzia de putos a praticarem pesca submarina em plena Avenida dos Aliados: «a ficção é mais real do que a realidade social de representar papéis»? Dúvidas que voltam a assolar-me quando ouço Janis Joplin na Ribeira ou o poema preferido da Marlene Dietrich num festival a decorrer no outro lado do rio. Deito-me com o gato Narciso a fazer-me cócegas nos pés e uma melodia na cabeça: «A strange kind of love / A strange kind of feeling / Swims through your eyes».

A peregrinação continua. Feijoada de legumes com camarões, vinho branco. Gosto daquela mistura de cogumelos, brócolos, feijão preto e malaguetas a sacar um ardor que apenas com mais ardor se mata. Passeio de eléctrico da Ribeira à Foz, ou quase, seguido de caminhada até Serralves. Pelo caminho, mendigos, muitos edifícios devolutos e barcos abandonados, contrastam com espaços comerciais desenhados como mandam as leis do design. Dou, por mero acaso, com a Fundação Eugénio de Andrade. Que o poeta tenha passado os seus últimos dias no Passeio Alegre, deixa-me consolado. Um passeio alegre é sempre um belo lugar para um poeta passar os seus últimos dias. Olho a inactividade daquele edifício como quem olha uma paisagem existente apenas na forma como cada um olha as coisas, uma paisagem subjectiva, inerente ao próprio olhar. Sigo assim caminho, embora ainda antes de chegar a Serralves um monumento ao esforço colonial português me tenha desdobrado as vistas. Ficção, realidade, documentário, cinema? Deixa-me cá explorar essa tal «tensão dialéctica entre realidade documental e ficção», mas na poesia de Manoel de Oliveira. Paro os olhos em Douro, Fauna Fluvial, embora com o pensamento estancado nos cínicos. Nem de propósito, acabo a rever aquela cena inesquecível de A Caça: um homem afunda-se lentamente num pântano, forma-se um cordão humano com a intenção de o salvar; os elementos desse cordão começam a discutir uns com os outros, dividem-se, esquecem-se do homem a afundar-se no pântano; excepto um maneta, que o acode enquanto grita por uma mão solidária. As árvores do jardim de Serralves são como aquele maneta. Só delas podemos esperar alguma atenção enquanto nos afundamos no pântano da realidade. Já desprotegido das sombras, segue o peregrino na direcção da noite. Francesinha no Taipas e Feijões, muito vinho, Smack My Bitch Up.
Quero dizer-te que fiquei durante alguns minutos só a olhar para a salada. Na companhia dos gatos, fiquei durante alguns minutos a escutar os diálogos, a observar as relações entre o tomate e a melancia, o ovo cozido e o ananás, a alface e o resto do mundo. Fiquei ali durante alguns minutos a pensar como tudo poderia ser mais belo se fosse mais simples, como tudo poderia ser mais simples se fosse mais belo. E foi assim que me pus a andar sem destino algum, simplesmente por andar a caminho de qualquer coisa, o que fosse, que pudesse ser simples. Dei alguns passos decadentes, visitei sinagogas desaparecidas, subi à Sé, desci à Ribeira, entrei em tascas imundas, visitei mercearias e profissões em vias de extinção, outras cada vez mais recorrentes, fui sempre junto ao rio até poder voltar a subir para lá das margens. Como se o meu corpo fosse a duna que se levanta para lá das margens. Quando nos predispomos a não querer, encontramos sempre o que nunca procurámos. Mais correcto será dizer que somos achados por quem nunca nos procurou: quando queremos andar só por andar, a observar não quem pretendemos que nos observe, mas a observar os nossos próprios movimentos na direcção de um nada que, súbita e inesperadamente, se transforma em tudo o que verdadeiramente importa. E tudo o que verdadeiramente importa é a dor que se desembaraça do corpo com outra dor ainda maior. O nosso corpo, assim aliviado dos relógios e dos mapas que o guiam quotidianamente, pressente nos acasos um diálogo simples e belo entre a liberdade que dá forma ao caos e o desejo que o contamina de uma ordem sempre muito pessoal. Descanso no Gato Vadio como um vadio sem pêlo, desnudado para fora da t-shirt suada, para dentro de duas cervejas pretas e das 535 Máximas 535, de Eastwood da Silva: «anda o mais possível a pé». E come farturas, e bebe cerveja, e fuma cigarros, e grita pelo Jim Morrison, e canta aquela velha canção: «sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul».

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Escolhas que me deixam feliz!


sábado, 26 de abril de 2008

Um dia desses | Adriana Calcanhoto

de tanto me perder, de andar sem sono
por essa noite sem nenhum destino
por essa noite escura em que abandono
uns sonhos do meu tempo de menino
de tanto não poder mais ter saudadede tudo o que já tive e já perdido
na menina, eu me resolvo agora
a ir-me embora pra bem longe daqui.
um dia desses eu me caso com você
você vai ver ai, ai, você vai ver
um dia desses, de manhã, com padre e pompa você vai ver como eu me caso com você

meu pobre coração não vale nada
anda perdido, não tem solução
mas se você quiser ser minha namorada
vamos tentar não custa nada
até pode dar certo
ai ai
e se não der eu pego um avião, vou pra xangai e nunca mais eu volto pra te ver.

quinta-feira, 27 de março de 2008

O mercado na praça - nas Caldas da Rainha!

Ontem fui ao mercado de legumes, fruta e flores numa praça nas Caldas da Rainha, ladeada ainda por alguns edifícios com fachadas belissimas.
Mas o belo foi mesmo esta relação entre MIM - OS VENDEDORES - AS COMPRAS. Sinto que comprei legumes que podiam ter saído de uma horta imaginária da minha casa imaginária com um quintal.
Como dou aulas lá às quintas, acho que começarei a fazer compras na praça da fruta.

Give me a reason to love you | Portishead

I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow,
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play,
For I've been a temptress too long.
Hmm just,
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be,
A woman,
I just wanna be a woman.
From this time, unchained,
Were all looking at a different picture,
Through this new frame of mind,
A thousand flowers could bloom,
Move over, and give us some room.
Yeah,
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be
A woman,
I just want to be a woman.
So don't you stop being a man,
Just take a little look from our side when you can,
Sow a little tenderness,
No matter if you cry.
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be,
A woman,
It's all I wanna be is all woman.
For this is the beginning of forever and ever,
It's time to move over ,
So I want to be.
I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow,
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play.
For I've been a temptress too long.
Hmm just,
Give me a reason to love you
Sem querer parecer lugar comum a voz com que esta mulher nos presenteia parece ser um presente de um Deus de pequenas maravilhas.
Como no coliseu, não se fuma, nem se bebe, e era um dia de semana, a sobriedade fez parte deste concerto. Mesmo assim, fiquei embriagada pela voz, pela sonoridade, pelo espectáculo. E com essa embriaguez, tive de chorar.

terça-feira, 18 de março de 2008

Falência das relações "E-foram-felizes-para-o-resto-da-vida"

Tenho uma dúvida existencial:
Nos nossos tempos, já não se fazem relações como a dos meus pais,
que duram há 50 anos, pois não?
Assisto a rupturas naquelas relações em que eu acreditava, naquelas que considerava até ideais, naquelas que pareciam maduras e resistentes. Assisto a rupturas de relações que me serviam de exemplo para imaginar que o amor continua tão duradouro quanto está a ser o dos meus pais.
As minhas dúvidas existenciais andam à volta do seguinte:
1. Actualmente desiste-se de uma relação quando desaparece a paixão?
2. As pessoas não se querem comprometer, porque a lei da procura e oferta está muito liberalizada?
3. Ninguém faz esforços, porque se vende a ideia de que devemos ter relações sempre felizes?
4. Desaprendeu-se o velho hábito agrícola de regar as relações, com surpresas, coisas novas e aventura?
5. Trabalha-se demais e por isso não se tem tempo para investir seriamente em relações?
Desculpem...
Mas eu quero
continuar a acreditar
que é possível manter uma relação saudável e por muitos anos!
Alguém me explica porque teimam em querer acabar com este meu lado burguês de querer uma vida simples?

sábado, 15 de março de 2008

The Waterboys| The Pan with you

Come with me
on a journey beneath the skin
Come with me
on a journey under the skin
We will look together
for the Pan within
Close your eyes
breathe slow we'll begin
Close your eyes
breathe slow and we will begin
To look together
for the Pan within
swing your hips
loose your head, and let it spin
Swing your hips
loose you head, and let it spin
And we will look together
for the Pan within
Close your eyes
breathe slow and we will begin
Close your eyes
breathe slow and we will begin
To look together
for the Pan within
Put your face in my window
breathe a night full of treasures
The wind is delicious
sweet and wild with the promise of pleasure
The stars are alive
and nights like these
Were born to besanctified by you and me
Lovers, thieves, fools and pretenders
and all we gotta do is surrender
Come with me
on a journey under the skin
Come with me
on a journey under the skin
And we will look together
for the Pan within
When to be with you
is not a sin
When to be with you, oh just to be with you
is not a sin
We will look together
for the Pan within
Ontem no Pavilhão Desportivo de Gaia fui às lágrimas com esta música. Já tinha chorado várias vezes a ouvi-la, mas ontem foi especial... Obrigada Universo, por teres inventado a música!

Beirute.
Barcelona. Boston. Bruxelas. Budapeste. Braga.
Mulheres
É incrível como em qualquer parte do mundo os problemas são tão semelhantes.
Vejam aqui: Caramel.

domingo, 9 de março de 2008

Sou pretenciosa. E isso faz de mim uma pessoa menor do que poderia realmente ser.

"A felicidade só é verdadeira quando partilhada"
e,
se quiserem perceber porque o digo,
vão vêr o filme

sábado, 1 de março de 2008

Eu só vou gostar de quem gosta de mim...| Caetano Veloso

De hoje em diante
Eu vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante
Em que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar
De esperar enfim
E prá começar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...
Não quero com isso
Dizer que o amor
Não é bom sentimento
A vida é tão bela
Quando a gente ama
E tem um amor
Por isso é que eu vou mudar
Não quero ficar
Chorando até o fim
E prá não chorar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...
Não vai ser fácil
Eu bem sei
Eu já procurei
Não encontrei meu bem
A vida é assim
Eu falo por mim
Pois eu vivo sem ninguém...
De hoje em diante
Eu vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante
Em que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar
De esperar enfim
E prá começar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Polónia #10


Polónia #9


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Polónia #8




Polónia #7


Polónia #6


 
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