domingo, 20 de julho de 2008

Um hino aos amigos

Saí à rua há meia hora e,
a luz que batia na beira do rio,
misturada com o odor do mar e as conversas das gaivotas, fez-me ter vontade de escrever a agradecer ao mundo viver num local tão mágico quanto este.
Daqui foi um saltinho até ao insónia procurar a bela descrição (prometida) sobre os pitéus da tulipa e, quase chorei com a beleza das palavras que descreveram estes dias na invicta, pelos pés do hmbf.
E hoje é com uma casa cheia de amizade que deixo aqui a cópia do texto (se gostarem deste, aproveitem e visitem http://www.antologiadoesquecimento.blogspot.com/):
OS PITÉUS DA TULIPA

De guarida no estúdio da Tulipa, com vista para o Douro e para uma escola de strippers, regressei à invicta das gaivotas em transe, dos gatos vadios, das varandas curvadas, das ruelas obscuras. Regressei devoluto ao Porto moderno, aportei moderno no Porto devoluto. Arrancada: sopa de feijão verde, cenoura e courgette, acompanhada de broa de Avintes e vinho verde gelado. No Centro Português de Fotografia, Virgílio Ferreira expõe peregrinos desfocados numa urbe iluminada por lâmpadas fluorescentes. Onde outrora o sol nascia, encontramos agora uma noite de perfis anónimos e nublados. Um passeio por Banguecoque, Macau, Hong Kong, Pequim, Xangai e Tóquio a lembrar o estranho lugar do amor filmado por Sofia Coppola. Do Curso Superior de Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar, uma mostra excepcional de trabalhos realizados pelos alunos do 1.º ao 3.º anos do curso. Artistas em construção, edifícios novos, encenados ou espontâneos, ainda com muito decoro na técnica mas a revelarem uma prometedora audácia. Igualmente audaz é o negócio da Utopia. Aguenta-se, ali escondida junto ao quartel da Praça da República. Aproveito para comprar Lacrimae Rerum, de Slavoj Zizek, que começo a ler com alguma desconfiança depois de ter visto uma dúzia de putos a praticarem pesca submarina em plena Avenida dos Aliados: «a ficção é mais real do que a realidade social de representar papéis»? Dúvidas que voltam a assolar-me quando ouço Janis Joplin na Ribeira ou o poema preferido da Marlene Dietrich num festival a decorrer no outro lado do rio. Deito-me com o gato Narciso a fazer-me cócegas nos pés e uma melodia na cabeça: «A strange kind of love / A strange kind of feeling / Swims through your eyes».

A peregrinação continua. Feijoada de legumes com camarões, vinho branco. Gosto daquela mistura de cogumelos, brócolos, feijão preto e malaguetas a sacar um ardor que apenas com mais ardor se mata. Passeio de eléctrico da Ribeira à Foz, ou quase, seguido de caminhada até Serralves. Pelo caminho, mendigos, muitos edifícios devolutos e barcos abandonados, contrastam com espaços comerciais desenhados como mandam as leis do design. Dou, por mero acaso, com a Fundação Eugénio de Andrade. Que o poeta tenha passado os seus últimos dias no Passeio Alegre, deixa-me consolado. Um passeio alegre é sempre um belo lugar para um poeta passar os seus últimos dias. Olho a inactividade daquele edifício como quem olha uma paisagem existente apenas na forma como cada um olha as coisas, uma paisagem subjectiva, inerente ao próprio olhar. Sigo assim caminho, embora ainda antes de chegar a Serralves um monumento ao esforço colonial português me tenha desdobrado as vistas. Ficção, realidade, documentário, cinema? Deixa-me cá explorar essa tal «tensão dialéctica entre realidade documental e ficção», mas na poesia de Manoel de Oliveira. Paro os olhos em Douro, Fauna Fluvial, embora com o pensamento estancado nos cínicos. Nem de propósito, acabo a rever aquela cena inesquecível de A Caça: um homem afunda-se lentamente num pântano, forma-se um cordão humano com a intenção de o salvar; os elementos desse cordão começam a discutir uns com os outros, dividem-se, esquecem-se do homem a afundar-se no pântano; excepto um maneta, que o acode enquanto grita por uma mão solidária. As árvores do jardim de Serralves são como aquele maneta. Só delas podemos esperar alguma atenção enquanto nos afundamos no pântano da realidade. Já desprotegido das sombras, segue o peregrino na direcção da noite. Francesinha no Taipas e Feijões, muito vinho, Smack My Bitch Up.
Quero dizer-te que fiquei durante alguns minutos só a olhar para a salada. Na companhia dos gatos, fiquei durante alguns minutos a escutar os diálogos, a observar as relações entre o tomate e a melancia, o ovo cozido e o ananás, a alface e o resto do mundo. Fiquei ali durante alguns minutos a pensar como tudo poderia ser mais belo se fosse mais simples, como tudo poderia ser mais simples se fosse mais belo. E foi assim que me pus a andar sem destino algum, simplesmente por andar a caminho de qualquer coisa, o que fosse, que pudesse ser simples. Dei alguns passos decadentes, visitei sinagogas desaparecidas, subi à Sé, desci à Ribeira, entrei em tascas imundas, visitei mercearias e profissões em vias de extinção, outras cada vez mais recorrentes, fui sempre junto ao rio até poder voltar a subir para lá das margens. Como se o meu corpo fosse a duna que se levanta para lá das margens. Quando nos predispomos a não querer, encontramos sempre o que nunca procurámos. Mais correcto será dizer que somos achados por quem nunca nos procurou: quando queremos andar só por andar, a observar não quem pretendemos que nos observe, mas a observar os nossos próprios movimentos na direcção de um nada que, súbita e inesperadamente, se transforma em tudo o que verdadeiramente importa. E tudo o que verdadeiramente importa é a dor que se desembaraça do corpo com outra dor ainda maior. O nosso corpo, assim aliviado dos relógios e dos mapas que o guiam quotidianamente, pressente nos acasos um diálogo simples e belo entre a liberdade que dá forma ao caos e o desejo que o contamina de uma ordem sempre muito pessoal. Descanso no Gato Vadio como um vadio sem pêlo, desnudado para fora da t-shirt suada, para dentro de duas cervejas pretas e das 535 Máximas 535, de Eastwood da Silva: «anda o mais possível a pé». E come farturas, e bebe cerveja, e fuma cigarros, e grita pelo Jim Morrison, e canta aquela velha canção: «sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul».

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Escolhas que me deixam feliz!


sábado, 26 de abril de 2008

Um dia desses | Adriana Calcanhoto

de tanto me perder, de andar sem sono
por essa noite sem nenhum destino
por essa noite escura em que abandono
uns sonhos do meu tempo de menino
de tanto não poder mais ter saudadede tudo o que já tive e já perdido
na menina, eu me resolvo agora
a ir-me embora pra bem longe daqui.
um dia desses eu me caso com você
você vai ver ai, ai, você vai ver
um dia desses, de manhã, com padre e pompa você vai ver como eu me caso com você

meu pobre coração não vale nada
anda perdido, não tem solução
mas se você quiser ser minha namorada
vamos tentar não custa nada
até pode dar certo
ai ai
e se não der eu pego um avião, vou pra xangai e nunca mais eu volto pra te ver.

quinta-feira, 27 de março de 2008

O mercado na praça - nas Caldas da Rainha!

Ontem fui ao mercado de legumes, fruta e flores numa praça nas Caldas da Rainha, ladeada ainda por alguns edifícios com fachadas belissimas.
Mas o belo foi mesmo esta relação entre MIM - OS VENDEDORES - AS COMPRAS. Sinto que comprei legumes que podiam ter saído de uma horta imaginária da minha casa imaginária com um quintal.
Como dou aulas lá às quintas, acho que começarei a fazer compras na praça da fruta.

Give me a reason to love you | Portishead

I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow,
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play,
For I've been a temptress too long.
Hmm just,
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be,
A woman,
I just wanna be a woman.
From this time, unchained,
Were all looking at a different picture,
Through this new frame of mind,
A thousand flowers could bloom,
Move over, and give us some room.
Yeah,
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be
A woman,
I just want to be a woman.
So don't you stop being a man,
Just take a little look from our side when you can,
Sow a little tenderness,
No matter if you cry.
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be,
A woman,
It's all I wanna be is all woman.
For this is the beginning of forever and ever,
It's time to move over ,
So I want to be.
I'm so tired of playing,
Playing with this bow and arrow,
Gonna give my heart away,
Leave it to the other girls to play.
For I've been a temptress too long.
Hmm just,
Give me a reason to love you
Sem querer parecer lugar comum a voz com que esta mulher nos presenteia parece ser um presente de um Deus de pequenas maravilhas.
Como no coliseu, não se fuma, nem se bebe, e era um dia de semana, a sobriedade fez parte deste concerto. Mesmo assim, fiquei embriagada pela voz, pela sonoridade, pelo espectáculo. E com essa embriaguez, tive de chorar.

terça-feira, 18 de março de 2008

Falência das relações "E-foram-felizes-para-o-resto-da-vida"

Tenho uma dúvida existencial:
Nos nossos tempos, já não se fazem relações como a dos meus pais,
que duram há 50 anos, pois não?
Assisto a rupturas naquelas relações em que eu acreditava, naquelas que considerava até ideais, naquelas que pareciam maduras e resistentes. Assisto a rupturas de relações que me serviam de exemplo para imaginar que o amor continua tão duradouro quanto está a ser o dos meus pais.
As minhas dúvidas existenciais andam à volta do seguinte:
1. Actualmente desiste-se de uma relação quando desaparece a paixão?
2. As pessoas não se querem comprometer, porque a lei da procura e oferta está muito liberalizada?
3. Ninguém faz esforços, porque se vende a ideia de que devemos ter relações sempre felizes?
4. Desaprendeu-se o velho hábito agrícola de regar as relações, com surpresas, coisas novas e aventura?
5. Trabalha-se demais e por isso não se tem tempo para investir seriamente em relações?
Desculpem...
Mas eu quero
continuar a acreditar
que é possível manter uma relação saudável e por muitos anos!
Alguém me explica porque teimam em querer acabar com este meu lado burguês de querer uma vida simples?

sábado, 15 de março de 2008

The Waterboys| The Pan with you

Come with me
on a journey beneath the skin
Come with me
on a journey under the skin
We will look together
for the Pan within
Close your eyes
breathe slow we'll begin
Close your eyes
breathe slow and we will begin
To look together
for the Pan within
swing your hips
loose your head, and let it spin
Swing your hips
loose you head, and let it spin
And we will look together
for the Pan within
Close your eyes
breathe slow and we will begin
Close your eyes
breathe slow and we will begin
To look together
for the Pan within
Put your face in my window
breathe a night full of treasures
The wind is delicious
sweet and wild with the promise of pleasure
The stars are alive
and nights like these
Were born to besanctified by you and me
Lovers, thieves, fools and pretenders
and all we gotta do is surrender
Come with me
on a journey under the skin
Come with me
on a journey under the skin
And we will look together
for the Pan within
When to be with you
is not a sin
When to be with you, oh just to be with you
is not a sin
We will look together
for the Pan within
Ontem no Pavilhão Desportivo de Gaia fui às lágrimas com esta música. Já tinha chorado várias vezes a ouvi-la, mas ontem foi especial... Obrigada Universo, por teres inventado a música!

Beirute.
Barcelona. Boston. Bruxelas. Budapeste. Braga.
Mulheres
É incrível como em qualquer parte do mundo os problemas são tão semelhantes.
Vejam aqui: Caramel.

domingo, 9 de março de 2008

Sou pretenciosa. E isso faz de mim uma pessoa menor do que poderia realmente ser.

"A felicidade só é verdadeira quando partilhada"
e,
se quiserem perceber porque o digo,
vão vêr o filme

sábado, 1 de março de 2008

Eu só vou gostar de quem gosta de mim...| Caetano Veloso

De hoje em diante
Eu vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante
Em que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar
De esperar enfim
E prá começar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...
Não quero com isso
Dizer que o amor
Não é bom sentimento
A vida é tão bela
Quando a gente ama
E tem um amor
Por isso é que eu vou mudar
Não quero ficar
Chorando até o fim
E prá não chorar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...
Não vai ser fácil
Eu bem sei
Eu já procurei
Não encontrei meu bem
A vida é assim
Eu falo por mim
Pois eu vivo sem ninguém...
De hoje em diante
Eu vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante
Em que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar
De esperar enfim
E prá começar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Polónia #10


Polónia #9


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Polónia #8




Polónia #7


Polónia #6


Polónia #5


Polónia #4


Polónia #3


Polónia #2


Polónia #1


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

queria poder convidar a morte para vir,
vir devagar abraçar-me durante a noite
e,
deixar-me assim ir...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Estava a chover... Lembras-te?

PING...
PING...
PING...
PING...


Eu lembro-me... Bem.
PING...
PING...
PING...
PING...
Ora de um olho, ora de outro olho.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Istambul # 5


Istambul # 4


Istambul # 3


Istambul # 2


Istambul # 1


(a)varias

Ontem um amigo disse-me que eu "era do tipo frigorífico". (Pelo menos, espero que ele se referisse a um Smeg Vermelho.)
A médica disse que me aconselhava, segundo as dicas da Sociedade Portuguesa para o Estudo de Obsidade. (Acho que me chamou obesa.)
De manhã,
não encontro disco que me apeteça ouvir (parece que colecciono música deprimente) e,
por isso os dias ficam cinzentos, um atrás do outro.
Tenho um jantar de aniversário, com 7 pessoas, onde sou a única rapariga. (Qualquer dia tenho um pénis).

O meu quotidiano anda a precisar de um abanão. Parece-me. Preciso de caminhar mais e procurar música mais animada e...

She will allways be a broken girl|She Wants Revenge

She buys a new dress for the party
she always looks good in red
turns around in front of the mirror
and dissappears inside of her head
she wonders if he'll even remember
she aked him in a casual way
just in case he didnt want to go with her
in that event she knew just what she would say
she thought of maybe asking a girlfriend
even though she only has one or two
she's always done much better with boys anyways
so who needs girlfriends
pacing nervous cross the floor of the bedroom
gripping tight the phone in her hand
fighting back the rush of emotions
and dreaming of just having a man
[chorus]
its a long walk
and the music is loud
she sees an old friend,
she walks though the crowd
puts on her best smile
but underneath she's a broken girl
Now, its a long walk
and the music is loud
she sees an old friend,
she walks though the crowd
puts on her best smile
but underneath she's a broken girl
she struggles with an awful decision
stay at home or walk it alone
her mother does her best to console her
her father doesnt know what to say
puts on her make up
puts on the new dress
holds her head high then gets in the car
tells herself that no one will notice
assuming she can make it that far
on the way she imagines reactions
cupped hands whispering into ears
secretly hoping that he'll be there watching, and
she's also hoping he won't
walking tentative alone up the driveway
sees some people smoking off the the side
she stops and waits until they go back in
crosses her fingers and follows behind
[chorus]

he'll never get you
he will never understand
he'll never get you
you can find a better man
(x9)
this might be the time you break down
(x6)
hush child don't make a sound
Entre 14 músicas a minha favorita é a 7.
Percebe-se porquê?

domingo, 10 de fevereiro de 2008

rotinas

Não gosto de ter tudo programado,

digo não gostar de rotina,

mas gosto de ter coisas certas que sei que acontecem sem que eu me esforce.


Não serão estas as minhas rotinas?



E já agora? Já ouviram falar da cronobiologia?

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Chile #10


Chile #9


Chile #8


Chile #7


Chile #6


Chile #5


Chile #4


Chile #3


Chile #2


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Chile #1


Porto Sentido|Rui Veloso

Quem vem e atravessa o rio
junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
dirigida sobre um monte
no meio da neblina.

Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.

E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria

Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa


Deve ser por isto que gosto de regressar.
Devem ser as ruelas e calçadas.
Devo ter em mim qualquer coisa de primeira vez cada dia que acordo.

Auschwitz # 4


Auschwitz # 3


Auschwitz # 2


Auschwitz # 1


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A fantasia do longe que parece perto

Estás mesmo perto.
Eu também.
Mas não conseguimos vermo-nos.

Estranho... Como podemos não tocar, mesmo quando estamos perto.

Estás tão e só te consigo tocar naquela terra dos sonhos.

Dos dias que menos gosto, são aqueles em que sinto qualquer coisa, mas não sei o quê.

Argentina # 10


Argentina # 9


Argentina # 8


Argentina # 7


Argentina # 6


Argentina # 5


Argentina # 4


Argentina # 3


Argentina # 2


Argentina # 1


terça-feira, 15 de janeiro de 2008

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Imagine| John Lennon

Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one
Eu sou assim: Uma sonhadora incontrolável!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Gosto muito de viajar,
mas gosto ainda mais de chegar à minha cidade

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Dia 25 ou 26???


"Quem tem amigos
não morre na cadeia"

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Jorge Palma | Encosta-te a mim

Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.

Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhadaf
oi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.


Encosta-te a mim

Encosta-te a mim

Quero-te bem.

Encosta-te a mim.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Acabo este ano, bem melhor do que terminei o anterior e, Tenho-A-Certeza-que-Terminarei-2008-ainda-melhor!!!
Um ano Feliz!

Kafka à beira-mar

"Por outras palavras, cada um vive para sempre fechado dentro da sua própria biblioteca."
pp. 584
De recordações...
"Às tantas, acabas por adormecer. E, quando acordas, tornou-se realidade.
Fazes parte de um mundo novo."
pp. 589
de Haruki Murakami
Casa das letras
Um daqueles livros que lerei outra vez, com toda a certeza. Profundo. Labiríntico e cheio de recantos para descobrir e re-descobrir. Tentei prolongar a finalização ao máximo, porque se encontram poucos livros tão envolventes!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Parar no tempo, porque se pensa melhor, quando o tempo parece não passar.
Andei assim 3 semanas: parada no meu tempo a pensar.
E pensei. E decidi. E o processo de contínua transformação mantém-se.
(Sinto-me uma flor entre flores. Parada no meu jardim.)

Linda: de tirar o fôlego! - Radiohead|Nude

Don't get any big ideas
They're not gonna happen
You paint your smile
And fill the holes
There'll be something missing
Just when you found it
It's gone
Just when you feel it
You don't
It's gone forever

She stands stark naked
And she beckons you to bed
Don't go, you'll only want
To come back again


So don't get any big ideas
They're not gonna happen
You'll go to Hell
For what your
Dirty mind is thinking


And now that you found it
It's gone
Now that you feel it
You don't
It's gone forever

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

sem ter a intenção de amá-lo.
Não é minha, mas concordo totalmente.

domingo, 18 de novembro de 2007

Sinto como se pintar aquele quadro me tivesse devolvido a alma perdida,
a fé nas possibilidades inúmeras que temos e a capacidade de encontrar.
Sinto que pegar em fotografias impressas e colocá-las num album,
me devolveu a capacidade de me prender.
Atingir o equilíbrio perfeito entre a liberdade de escolher e a dependência de ficar.
Assim se sente uma tulipa violeta!

sábado, 17 de novembro de 2007

True Faith - New Order

I feel so extraordinary
Somethings got a hold on me
I get this feeling Im in motion
A sudden sense of liberty
I dont care cause Im not there
And I dont care if Im here tomorrow
Again and again Ive taken too much
Of the things that cost you too much
I used to think that the day would never come
Id see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me
near
To the childhood I lost, replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun...

When I was a very small boy,
Very small boys talked to me
Now that weve grown up together
They're afraid of what they see
Thats the price that we all pay
Our valued destiny comes to nothing
I cant tell you where were going
I guess there was just no way of knowing
I used to think that the day would never come
Id see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me near
To the childhood I lost, replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun...


I feel so extraordinary
Somethings got a hold on me
I get this feeling Im in motion
A sudden sense of liberty
The chances are weve gone too far
You took my time and you took my money
Now I fear youve left me standing
In a world thats so demanding
I used to think that the day would never come
Id see delight in the shade of the morning sun
My morning sun is the drug that brings me near
To the childhood I lost, replaced by fear
I used to think that the day would never come
That my life would depend on the morning sun...

Hoje acordei a ouvir esta música: I feel so extraordinary!

Quem mexeu no meu queijo

Ontem à noite voltei a pegar neste pequeno livro, escrito com piada, uma metáfora para mostrar como podemos reagir à mudança. Não tinha o meu livro de cabeceira e achei que já era tempo de voltar a pensar nas várias formas com que olhamos para a mudança. Esta metáfora fala de quatro formas de olharmos e vivermos a mudança inevitável com que temos de lidar de tempos a tempos, em qualquer das áreas da nossa vida.



"Quanto Mais Cedo Te Libertares do Velho Queijo,

Mais Depressa Encontrarás Um Queijo Novo"

In Quem Mexeu No Meu Queijo

de Dr. Spencer Johnson

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A outra margem

O FILME que vi este ano e vou recordar como um dos melhores.


Mistura o prazer da fotografia com a música, a estória com os personagens, o drama com o ingénuo. Temos vontade de chorar, de rir e de saber mais sobre o que se passa para lá da tela. Preconceitos, liberdade, esperança e realização. Não é triste, mas apaixonante. Não é alegre, mas real.

Uma só palavra o descreve: B O N I T O

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Touch & Go - Straight... to number one

Yeah


Ten . . . kiss me on the lips
Nine . . . run your fingers through my hair
Eight . . . touch me . . . slowly


Hold it!


Let's go straight . . . to number one



Seven . . . lips
Six . . . slooowly
Five . . . fingers
Four . . . play



. . . to number one



Let's go straight . . . to number one

One [repeating]

Touch me . . .


Let's go straight . . .



One [repeating]. . .



to number one



Lips
Fingers
Feel it?



One [repeating]




Ten
Nine
Eight
Seven
Six
Five
Four
Three
Touch and go . . .. . .
to number one

Numa nova relação: estamos nós e os traumas das relações anteriores....
(É pouco positivo, mas realidade!)
Numa relação de longos anos, estamos nós e as experiências dessa mesma relação.

SERÁ QUE A CONCLUSÃO É QUE SOMOS SEMPRE NÓS E TODOS OS OUTROS QUE PASSARAM PELA NOSSA VIDA?
É treta então dizer que queremos estar sozinhos?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007


"XXX diz:
obrigado pela bela noite de sábado
XXX diz:
a minha vida sem ti não seria tão agradável quanto é" *
* Frases que recebemos no msn e nos fazem abrir um largo sorriso!

domingo, 11 de novembro de 2007

Uma das coisas que me deixa mais infeliz é sentir-me palerma a avaliar as pessoas!

Se pudesse, prendia os pés ao chão.

(....)

Enfiava a cabeça entre as nuvens.

(...)

Segurava a tua mão entre as sementes da minha mão.

"- Agora tenho de ir!"
"- Vai... Vai espalhar a tua sensualidade"*
*Os diálogos que nos ficam de uma noite de copos.

sábado, 10 de novembro de 2007

O café da manhã

Existem algumas coisas muito boas no quotidiano!
Uma delas é acordar, ir à varanda e ver a água do rio a correr. Pegar no mp3 e ir pela beira rio comprar o pão. Sentar-me na poltrona com o café acabado de fazer, pão com manteiga, o livro sobre as pernas e saborear cada gosto, cada linha, cada som que vem da rua. Tudo em simultâneo como que de uma festa dos sentidos se tratasse. Como gosto de agradecer estas coisas boas do quotidiano, para as sentir dia após dia.
Sinto-me enamorada pelas rotinas das coisas boas do quotidiano!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

"querida tulipa, muito gostaria que fosses uma orquídea, mas tambem tens que existir para que a orquídea seja mais bela ou mais de meu agrado (...)"
Assim começou o anónimo o seu comentário. Será que precisamos realmente de uma tulipa para ver beleza da orquídea? A mim, parece-me que o que vemos está para além das cores da tulipa, da magnólia ou da orquídea. Como já dizia O Principezinho: O essencial é invisível aos olhos.
Parece-me antes que temos que abrir bem a alma para ver para além das flores que rotulamos como mais belas.

The Knife

I'm in love with your brother
what's his name?
I thought I'd come by
to see him again
when you two dance
doh what a dance
when you two laughe
doh what a laugh
has he mentioned my age love?
or is he more into young girls with dyed black hair?

I'm in love with your brother
I thought I'd come by
I'm in love with your brother
yes I am
but maybe I shouldn't ask for his name
and you dance
doh what a dance
and you laughedoh what a laughd
oes he know what I do?
and you'll pass this on, wont you?
and if I ask(s) him once what would he say?
is he willing?
can he play?
if I ask(s) him once what would he say?
is he willing?
can he play?
does he know what I do?
and you'll pass this on, wont you?
and if I ask(s) him once what would he say?
is he willing?
can he play?


I'm in love with this music!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

É dificil decidir se deves avançar ou parar?


Joe Cocker

You are so beautiful to me
You are so beautiful to me
Can't you see
Your everything I hoped for
Your everything I need
You are so beautiful to me


Such joy and happiness you bring
Such joy and happiness you bring
Like a dream
A guiding light that shines in the night
Heavens gift to me
You are so beautiful to me

 
Who links to me?